Não invasivo

Terapia de Alta Frequência Capilar

Também conhecido como: Alta frequência capilar, Corrente de alta frequência

A terapia de alta frequência capilar usa um aparelho com eletrodo de vidro que emite uma corrente elétrica alternada de alta frequência e baixa intensidade sobre o couro cabeludo, gerando uma leve ozonização local. É um recurso complementar, geralmente usado dentro de protocolos de tricologia.

queda de cabeloalopeciacalvíciecirculação capilar
Ilustração de aplicação de eletrodo de alta frequência sobre o couro cabeludo em uma sessão de tricologia.
Sessões
10–12 sessões
Recuperação
Praticamente sem parada
Resultado dura
1–3 meses
Faixa de preço
R$ 80–R$ 350 por sessão
Anestesia
nenhuma

Para que serve

Costuma ser empregada como coadjuvante em protocolos para queda de cabelo, couro cabeludo oleoso ou com tendência à descamação, com o objetivo de estimular a microcirculação local e contribuir para um ambiente mais saudável para os fios. Não substitui o tratamento médico da alopecia.

Como funciona

O aparelho de alta frequência possui um eletrodo de vidro preenchido com gás (geralmente argônio ou neônio) que, ao ser energizado, emite uma corrente alternada de alta frequência. Ao deslizar o eletrodo a poucos milímetros do couro cabeludo, formam-se pequenas faíscas e ocorre a produção de uma pequena quantidade de ozônio, que tem ação levemente bactericida e secativa sobre a superfície.

O estímulo elétrico provoca uma vasodilatação superficial transitória, o que, na prática clínica, é associado a uma sensação de aquecimento e a um aumento momentâneo do fluxo sanguíneo local. A proposta é que essa melhora pontual da microcirculação favoreça a oxigenação e a chegada de nutrientes à região dos folículos.

Na rotina de consultório, a alta frequência raramente é usada de forma isolada. Ela costuma entrar como etapa de preparo ou finalização dentro de protocolos que incluem outras estratégias (loções, medicação prescrita, microagulhamento, laser de baixa intensidade). A evidência científica específica para crescimento capilar é limitada, e os efeitos observados são considerados sobretudo coadjuvantes.

Tecnologia: Aparelho de alta frequência com eletrodos de vidro (efeito violeta/ozônio), do tipo registrado como equipamento eletroterapêutico de uso estético.

Indicações

  • Couro cabeludo oleoso ou com tendência a descamação leve, como apoio à higiene local
  • Queda de cabelo, sempre como coadjuvante dentro de um protocolo orientado por profissional
  • Preparo do couro cabeludo antes de outros procedimentos tricológicos
  • Pessoas que buscam estímulo de microcirculação local sem agulhas ou injeções
  • Manutenção dentro de planos de tratamento já estabelecidos pelo dermatologista

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Uso de marca-passo ou outros dispositivos eletrônicos implantados
  • Epilepsia ou histórico de convulsões
  • Gestação
  • Presença de feridas abertas, infecção ativa ou dermatite em fase aguda no couro cabeludo

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Hipersensibilidade conhecida à corrente ou ao calor local
  • Implantes metálicos próximos à área de aplicação
  • Couro cabeludo muito sensível ou reativo
  • Uso recente de produtos alcoólicos ou inflamáveis na região

Quem busca tratar calvície de forma isolada ou espera reverter a queda apenas com a alta frequência não é bom candidato; nesses casos é essencial avaliação médica para definir um plano que aborde a causa da perda capilar.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e higienização · 10 minutos

    O profissional avalia o couro cabeludo, confere contraindicações e higieniza a região para remover oleosidade e resíduos, garantindo melhor contato do eletrodo.

  2. 2

    Aplicação da corrente de alta frequência · 15 minutos

    Com o eletrodo de vidro, o profissional desliza o aparelho sobre o couro cabeludo em movimentos suaves, ajustando a intensidade conforme a tolerância. Surge uma leve sensação de formigamento e o odor característico do ozônio.

  3. 3

    Associação a ativos (opcional) · 10 minutos

    Quando previsto no protocolo, aplica-se uma loção ou ativo capilar; a corrente pode ser usada para favorecer a permeação superficial e finalizar a sessão.

  4. 4

    Orientações finais · 5 minutos

    O profissional repassa os cuidados pós-sessão, define a frequência de retorno e reforça que o resultado depende da continuidade e do tratamento principal indicado.

Recuperação

Não há tempo de recuperação; é possível retomar as atividades imediatamente após a sessão.

Afastamento do trabalho: Não há necessidade de afastamento do trabalho.

Cuidados e restrições:

  • Evitar produtos alcoólicos ou inflamáveis no couro cabeludo nas horas seguintes
  • Não aplicar a corrente sobre a pele recém-tratada com ácidos sem orientação
  • Evitar coçar ou irritar a região caso haja leve vermelhidão

Resultados

Início: Sensações imediatas de aquecimento e leve vermelhidão; eventuais efeitos sobre a queda dependem da continuidade e do tratamento principal.

Expectativa realista: Trata-se de um recurso coadjuvante. Não há garantia de crescimento de novos fios nem de reversão da calvície; os benefícios percebidos tendem a ser sutis e dependem da manutenção e do tratamento de base orientado por médico.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Vermelhidão leve e transitória no couro cabeludo
  • Sensação de formigamento ou aquecimento durante a sessão
  • Ressecamento leve da superfície pelo efeito do ozônio

Riscos mais raros e graves:

  • Pequena queimadura ou bolha por contato prolongado ou intensidade excessiva do eletrodo
  • Choque elétrico desconfortável em caso de uso inadequado do aparelho ou contato com superfícies metálicas
  • Reação de irritação ou dermatite de contato em pessoas sensíveis
  • Desencadeamento de crise em pessoas com epilepsia (motivo pelo qual é contraindicado nesses casos)
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa, bolhas ou feridas que não cicatrizam
  • Vermelhidão que piora progressivamente, calor e secreção (sinais de infecção)
  • Queimação persistente ou perda de sensibilidade no local

Antes

  • Comparecer com o cabelo limpo e seco, sem produtos oleosos ou alcoólicos
  • Informar uso de marca-passo, implantes, gravidez ou histórico de epilepsia
  • Remover acessórios metálicos da cabeça e pescoço
  • Relatar medicações em uso e tratamentos capilares recentes

Depois

  • Evitar produtos inflamáveis ou à base de álcool no couro cabeludo nas primeiras horas
  • Hidratar o couro cabeludo se houver leve ressecamento, conforme orientação
  • Manter a rotina e a medicação prescrita pelo profissional para a causa da queda
  • Retornar para reavaliação na frequência combinada

Faixa de preço

R$ 80–R$ 350 por sessão

Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →

Valor médio de referência: R$ 150 por sessão

O que influencia o preço:

  • Cidade e estrutura da clínica
  • Associação com outros procedimentos no mesmo protocolo
  • Número de sessões contratadas em pacote
  • Formação do profissional (dermatologista x esteticista)

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Dermatologista com atuação em tricologia, Esteticista habilitado, preferencialmente dentro de protocolo supervisionado

Dermatologistas devem ter registro no CRM; esteticistas devem possuir formação técnica/superior reconhecida na área. A causa da queda deve, idealmente, ser avaliada por médico.

Use apenas aparelhos regularizados pela Anvisa e operados por profissional treinado; a alta frequência é coadjuvante e não substitui o diagnóstico e o tratamento médico da alopecia.

Perguntas frequentes

A alta frequência capilar faz o cabelo crescer?

Sozinha, não. Ela pode favorecer a microcirculação e a higiene do couro cabeludo, mas é considerada coadjuvante. O crescimento depende de tratar a causa da queda, em geral com acompanhamento médico.

O procedimento dói?

Não. A maioria das pessoas sente apenas um leve formigamento ou aquecimento e percebe o odor característico do ozônio. Não é necessário nenhum tipo de anestesia.

Quantas sessões são necessárias?

Costuma ser feita em séries, com cerca de 6 a 12 sessões semanais ou quinzenais, sempre dentro de um protocolo maior e com reavaliação periódica do profissional.

Existe alguém que não pode fazer?

Sim. Pessoas com marca-passo, epilepsia, gestantes e quem tem feridas ou infecção ativa no couro cabeludo não devem fazer. Por isso é importante informar todas as condições antes da sessão.

Posso lavar o cabelo depois?

Em geral sim, mas evite produtos alcoólicos ou inflamáveis nas primeiras horas e siga as orientações específicas do seu profissional.

Alternativas a considerar

Procedimentos com objetivos próximos a Terapia de Alta Frequência Capilar. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

Profissionais em São José do Rio Preto

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