Escleroterapia com Espuma
Também conhecido como: Escleroterapia com Espuma, Espuma Densa, Escleroterapia com Microespuma
A escleroterapia com espuma é um tratamento médico para varizes e vasos das pernas em que o medicamento esclerosante (como polidocanol ou oleato de monoetanolamina) é transformado em espuma densa antes de ser injetado no vaso. A espuma desloca o sangue e mantém contato mais prolongado com a parede do vaso, sendo especialmente indicada para vasos mais calibrosos e varizes reticulares, que respondem menos à escleroterapia com líquido.
- Sessões
- 3–6 sessões
- Recuperação
- 7 dias
- Resultado dura
- 12–36 meses
- Faixa de preço
- R$ 300–R$ 1.500 por sessão
- Anestesia
- nenhuma
Para que serve
Serve para fechar varizes e vasos reticulares de calibre intermediário a maior nas pernas, melhorando aparência e, em muitos casos, sintomas como peso e desconforto. Complementa a escleroterapia líquida (mais usada em vasinhos finos) dentro de um plano de tratamento vascular individualizado.
Como funciona
Na escleroterapia, um medicamento esclerosante é injetado dentro do vaso para irritar e inflamar a sua parede interna. O vaso então se fecha (esclerosa), deixa de circular sangue e é gradualmente reabsorvido pelo organismo, desaparecendo ao longo de semanas a meses. A versão com espuma muda a forma de apresentação do esclerosante: em vez de líquido, o médico mistura o medicamento com um gás (geralmente ar ambiente ou CO2) usando duas seringas conectadas, criando uma espuma homogênea e densa imediatamente antes da aplicação.
Essa espuma tem vantagens sobre o líquido em vasos mais calibrosos. Por ser menos diluída pelo sangue, ela mantém contato mais prolongado e uniforme com a parede do vaso, deslocando o sangue (efeito de "espasmo" e clareamento visível no ultrassom) e potencializando o efeito esclerosante mesmo em diâmetros maiores. Por isso, é uma escolha frequente para varizes reticulares e vasos de calibre intermediário, situações em que a escleroterapia líquida costuma ser menos eficiente.
O procedimento pode ser feito a olho nu, em vasos visíveis, ou guiado por ultrassom (ecoescleroterapia) quando o vaso é mais profundo. Após a aplicação, costuma-se usar compressão (meias elásticas ou enfaixamento) para ajudar no fechamento do vaso e reduzir a chance de manchas e recanalização.
É importante entender que a escleroterapia trata os vasos existentes, mas não elimina a predisposição às varizes. Novos vasos podem surgir com o tempo, e muitas pessoas precisam de sessões de manutenção. A avaliação vascular prévia, idealmente com Doppler/ultrassom, é essencial para descartar insuficiência venosa importante (como refluxo da safena), que pode exigir outra abordagem antes ou em vez da espuma.
Substância/ativo: Agentes esclerosantes detergentes, principalmente o polidocanol (laureromacrogol) e o oleato de monoetanolamina, transformados em espuma com ar ou CO2 imediatamente antes da injeção.
Tecnologia: Seringas e conector (técnica de Tessari ou similar) para gerar a espuma; agulhas finas; pode ser associada a ultrassound Doppler para guiar a aplicação (ecoescleroterapia) e a meias de compressão no pós.
Indicações
- Varizes reticulares (vasos azulados de calibre intermediário) nas pernas
- Vasos calibrosos que respondem pouco à escleroterapia com líquido
- Microvarizes e telangiectasias associadas a vasos nutridores reticulares
- Complemento da escleroterapia líquida em um plano de tratamento vascular
- Recidiva de vasos após tratamentos anteriores, sob reavaliação médica
- Pacientes que buscam melhora estética e de sintomas leves de peso nas pernas, após avaliação vascular
Contraindicações
- Alergia conhecida ao agente esclerosante a ser utilizado
- Trombose venosa profunda (TVP) aguda ou histórico recente de tromboembolismo
- Infecção ativa na região a ser tratada ou infecção sistêmica
- Imobilização prolongada ou acamamento (maior risco trombótico)
- Forame oval patente sintomático conhecido, em casos de espuma (avaliação especializada obrigatória)
Atenção / avaliar com o profissional:
- Gestação e amamentação (procedimentos eletivos costumam ser adiados)
- Trombofilia ou histórico pessoal/familiar importante de trombose
- Enxaqueca com aura (a espuma pode aumentar episódios em predispostos)
- Insuficiência venosa profunda significativa não tratada
- Doença arterial periférica relevante nas pernas
- Fototipos mais altos e tendência a hiperpigmentação (maior risco de manchas)
- Dificuldade ou impossibilidade de usar meia de compressão no pós
Não é bom candidato quem tem trombose recente, alergia ao esclerosante, infecção na perna, ou quem não pode usar meia de compressão e caminhar no pós-operatório. Pessoas com insuficiência venosa importante (como refluxo da safena) podem precisar tratar a causa antes; nesses casos o médico vascular define a melhor sequência.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação vascular · 30 minutos
O médico examina as pernas, avalia histórico de trombose e, quando indicado, solicita ou realiza ultrassom Doppler para mapear os vasos e descartar insuficiência venosa profunda. Define quais vasos tratar com espuma e quais com líquido.
- 2
Preparo da pele e marcação · 10 minutos
A pele é higienizada e os vasos a tratar são identificados, em luz adequada ou com auxílio de ultrassom. O paciente é posicionado deitado para facilitar o esvaziamento e o acesso aos vasos.
- 3
Preparo da espuma · 5 minutos
O esclerosante é misturado com ar ou CO2 usando duas seringas e um conector (técnica de Tessari), gerando uma espuma densa e homogênea imediatamente antes da aplicação, na concentração adequada ao calibre do vaso.
- 4
Injeção da espuma · 20 minutos
Com agulha fina, a espuma é injetada dentro do vaso, a olho nu ou guiada por ultrassom (ecoescleroterapia) nos vasos mais profundos. O médico observa o clareamento e o espasmo do vaso e controla o volume total aplicado.
- 5
Compressão e orientações finais · 10 minutos
Aplica-se compressão local e meia elástica de compressão, conforme protocolo. O paciente é orientado a caminhar logo após e a manter a meia pelo período indicado. São dadas as instruções de cuidado e retorno.
Recuperação
Sem downtime cirúrgico: a maioria retoma as atividades no mesmo dia. Pode haver vermelhidão, pequenos hematomas, endurecimento ao longo do vaso e manchas acastanhadas temporárias por semanas a meses.
Afastamento do trabalho: Em geral não é necessário afastamento. Recomenda-se caminhar e evitar repouso prolongado; a meia de compressão é usada conforme orientação médica.
Cuidados e restrições:
- Usar a meia de compressão pelo tempo indicado pelo médico
- Caminhar regularmente e evitar ficar muito tempo parado(a), sentado(a) ou em pé
- Evitar exposição solar e bronzeamento na área tratada para reduzir manchas
- Evitar calor intenso (sauna, banhos muito quentes, sol direto nas pernas) nos primeiros dias
- Evitar exercícios de alto impacto e levantamento de peso por alguns dias, conforme orientação
- Não suspender por conta própria a meia de compressão antes do prazo combinado
Resultados
Início: Os vasos tratados começam a clarear e a ser reabsorvidos ao longo de semanas. Vasos calibrosos podem demorar mais e exigir mais de uma sessão. O resultado de cada sessão se soma ao longo do protocolo.
Os vasos esclerosados não retornam, mas a tendência às varizes permanece e novos vasos podem surgir, exigindo manutenção. Não há como reverter o fechamento de um vaso já tratado.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Vermelhidão, ardência e leve inchaço no local da injeção
- Pequenos hematomas (roxos) ao longo dos vasos tratados
- Endurecimento e sensibilidade no trajeto do vaso (flebite superficial leve)
- Manchas acastanhadas temporárias (hiperpigmentação) sobre os vasos tratados
- Surgimento de vasinhos finos novos na região (matting), geralmente transitórios
Riscos mais raros e graves:
- Trombose venosa profunda (TVP) e, raramente, embolia pulmonar
- Reação alérgica ao esclerosante, incluindo quadros graves (anafilaxia)
- Necrose e úlcera de pele se houver injeção fora do vaso (extravasamento)
- Sintomas neurológicos transitórios (alterações visuais, dor de cabeça) ligados à espuma, mais relatados em pessoas com forame oval patente
- Hiperpigmentação persistente ou matting que não regride completamente
- Infecção no local da aplicação
- Dor intensa, inchaço importante ou endurecimento doloroso na panturrilha (pode indicar trombose)
- Falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue (procurar emergência imediatamente)
- Vermelhidão com calor e febre (sinais de infecção)
- Ferida que não cicatriza, pele escurecida ou área de necrose no local
- Alterações visuais persistentes, fraqueza ou dificuldade para falar
Antes
- Fazer avaliação vascular e, quando indicado, ultrassom Doppler antes do procedimento
- Informar histórico de trombose, trombofilia, enxaqueca com aura, alergias e medicamentos em uso
- Evitar exposição solar e bronzeamento das pernas nas semanas anteriores
- Não depilar com cera nem usar cremes/óleos nas pernas no dia da sessão
- Levar a meia de compressão indicada e roupas confortáveis
- Informar gestação ou suspeita de gestação
Depois
- Usar a meia de compressão pelo período orientado pelo médico
- Caminhar logo após a sessão e várias vezes ao dia nos dias seguintes
- Evitar sol nas pernas e usar fotoproteção para reduzir manchas
- Evitar calor intenso (sauna, sol direto, banhos muito quentes) nos primeiros dias
- Evitar ficar muito tempo parado(a), sentado(a) ou em pé sem movimentar as pernas
- Retornar para reavaliação e planejar as próximas sessões conforme a resposta
Faixa de preço
Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →
Valor médio de referência: R$ 600 por sessão
O que influencia o preço:
- Número e calibre dos vasos tratados na sessão
- Uso de ultrassom para guiar a aplicação (ecoescleroterapia)
- Quantidade total de sessões do protocolo
- Esclerosante utilizado e materiais de compressão
- Experiência do médico vascular e localização da clínica
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores praticados nas capitais.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. O valor final depende de avaliação vascular presencial e do plano de tratamento.
Quem realiza
Profissionais: Médico angiologista, Médico cirurgião vascular, Médico dermatologista com experiência em tratamento de vasos
Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM). Os títulos de especialista em Angiologia/Cirurgia Vascular (SBACV) e em Dermatologia (SBD) são reconhecidos pelas respectivas sociedades. A escleroterapia é ato médico.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre escleroterapia com espuma e com líquido?
No líquido, o esclerosante é injetado puro e se dilui rápido no sangue, sendo ideal para vasinhos finos. Na espuma, o medicamento é misturado com ar ou CO2 e fica mais denso, deslocando o sangue e mantendo contato maior com a parede do vaso. Por isso a espuma é mais eficaz em vasos calibrosos e varizes reticulares. As duas técnicas costumam se complementar.
A escleroterapia com espuma acaba com as varizes para sempre?
Ela fecha e elimina os vasos tratados, que não voltam. Mas não cura a predisposição às varizes: novos vasos podem surgir com o tempo. Por isso é comum precisar de mais de uma sessão e de manutenções, além de tratar eventuais causas (como refluxo da safena) quando presentes.
Dói? Preciso de anestesia?
Em geral não é necessária anestesia. A aplicação causa uma leve picada e ardência passageira, porque as agulhas são bem finas. O desconforto costuma ser pequeno e tolerável.
Por que ficam manchas escuras depois?
A hiperpigmentação acastanhada sobre os vasos tratados é um efeito comum e geralmente temporário, ligado à reabsorção do sangue. Costuma clarear ao longo de meses. Evitar sol, usar fotoproteção e a compressão ajudam a reduzir esse risco; em alguns casos a mancha pode demorar mais a sumir.
Preciso mesmo usar meia de compressão?
Sim, na maioria dos casos. A compressão ajuda o vaso a fechar, reduz hematomas e manchas e diminui o risco de complicações. Use a meia pelo período indicado pelo médico e caminhe regularmente nos dias seguintes.
Posso fazer escleroterapia com espuma na gravidez?
Procedimentos estéticos eletivos costumam ser adiados na gestação e amamentação. Além disso, a gravidez pode favorecer o surgimento de novos vasos. O ideal é avaliar com o médico vascular o melhor momento, em geral após esse período.
Alternativas a considerar
Procedimentos com objetivos próximos a Escleroterapia com Espuma. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.
- Laser Nd:YAG para Lesões Vasculares Profundas Minimamente invasivo
O laser Nd:YAG é uma alternativa não injetável para vasos das pernas, útil em quem prefere evitar agulhas ou em vasos que respondem melhor à luz.
Comparar Escleroterapia com Espuma vs Laser Nd:YAG para Lesões Vasculares Profundas → - Laser PDL (Pulsed Dye Laser) para Vasos Minimamente invasivo
O laser de corante pulsado trata vasos finos e avermelhados; pode ser combinado ou priorizado conforme o calibre e a localização dos vasos.
Comparar Escleroterapia com Espuma vs Laser PDL (Pulsed Dye Laser) para Vasos →
Referências
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
Profissionais em São José do Rio Preto
Ver todos →Clinica de Dermatologia Dra. Manuella Bemfica
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Dra. Regislaine Miquelin | Dermatologista em São José do Rio Preto | Tricologia | Laser | Estética
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Laser que aquece e fecha vasos sanguíneos profundos da pele; feito por dermatologista, costuma exigir mais de uma sessão.
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Laser amarelo absorvido pela hemoglobina que trata vasinhos, rosácea e vermelhidão facial de forma seletiva.
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Laser vascular e IPL reduzem vermelhidão e vasos da rosácea. Não cura a doença, mas controla os sintomas com acompanhamento dermatológico.
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Injeção de um esclerosante nos vasinhos das pernas, que então fecham e somem ao longo de semanas. Em geral exige mais de uma sessão e não impede o surgimento de novos vasos.
Luz Intensa Pulsada (IPL/LIP)
Luz pulsada de amplo espectro que clareia manchas de sol, atenua vasinhos e rosácea e melhora a textura, em geral em algumas sessões.
Laser Fotona Spectro
Plataforma de laser Nd:YAG para rejuvenescimento, poros, textura, vasos e manchas. Feito por dermatologista, em geral sem internação.