Minimamente invasivo

Escleroterapia (Tratamento de Vasinhos)

Também conhecido como: Escleroterapia, Tratamento de Vasinhos, Secagem de Vasinhos, Aplicação para Vasinhos

A escleroterapia é o tratamento de referência para os "vasinhos" das pernas (telangiectasias) e microvarizes. Consiste na injeção, com agulha muito fina, de uma substância esclerosante diretamente dentro do vaso. Esse esclerosante irrita a parede interna do vaso, que se fecha, é reabsorvido pelo organismo e deixa de ser visível ao longo das semanas seguintes.

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Ilustração de pernas com vasinhos finos e injeção de esclerosante com agulha fina, representando a escleroterapia para tratamento de telangiectasias.
Sessões
3–6 sessões
Recuperação
7 dias
Resultado dura
12–60 meses
Faixa de preço
R$ 250–R$ 1.500 por sessão
Anestesia
nenhuma

Para que serve

Serve para reduzir ou eliminar os vasinhos finos e avermelhados/azulados das pernas, além de microvarizes e vasos reticulares de pequeno calibre. O objetivo é estético e, em alguns casos, alívio de sintomas leves como ardência e peso associados a esses vasos, sempre sob avaliação médica.

Como funciona

Os vasinhos das pernas (telangiectasias) são pequenos vasos dilatados que ficam visíveis na superfície da pele, geralmente em tons de vermelho, roxo ou azul. Eles têm origem multifatorial: predisposição genética, alterações hormonais (gestação, anticoncepcionais), ficar muito tempo em pé, ganho de peso e, em parte dos casos, refluxo em veias maiores subjacentes.

Na escleroterapia, o médico injeta dentro do vaso uma substância chamada esclerosante. Ela provoca uma irritação controlada do endotélio (a camada interna do vaso), levando à sua inflamação e ao fechamento. Com o tempo, o vaso "colabado" se transforma em um cordão fibroso fino que o próprio organismo reabsorve, fazendo com que o vasinho deixe de aparecer.

Existem diferentes esclerosantes: soluções líquidas (como glicose hipertônica, muito usada no Brasil, polidocanol e oleato de etanolamina) e, para vasos um pouco maiores ou em rede, a espuma esclerosante (o líquido é misturado com ar ou gás formando microbolhas, o que aumenta o contato com a parede do vaso). A escolha do agente, da concentração e da técnica é individualizada pelo médico conforme o calibre, a cor e a distribuição dos vasos, além do tipo de pele.

Antes de tratar, é fundamental avaliar se existe uma veia maior alimentando os vasinhos (refluxo venoso). Em muitos casos é necessário um exame de ultrassom Doppler venoso: tratar apenas a superfície sem corrigir uma insuficiência mais profunda tende a levar à recidiva precoce. Por isso a escleroterapia costuma fazer parte de um plano de tratamento da circulação das pernas, e não de um ato isolado.

É importante alinhar expectativas: a escleroterapia trata os vasos existentes, mas não impede que novos vasinhos surjam ao longo da vida, já que a predisposição permanece. Quase sempre são necessárias várias sessões e, depois, manutenções periódicas.

Substância/ativo: Agentes esclerosantes como glicose (dextrose) hipertônica, polidocanol e oleato de etanolamina, em forma líquida ou de espuma, conforme indicação médica.

Tecnologia: Seringas e agulhas de calibre muito fino para injeção intravascular; em casos selecionados, ultrassom Doppler para avaliação e/ou orientação da aplicação (escleroterapia ecoguiada).

Indicações

  • Vasinhos (telangiectasias) finos e avermelhados/azulados nas pernas
  • Microvarizes e vasos reticulares de pequeno e médio calibre
  • Aranhas vasculares (vasos em formato de teia) nas coxas, joelhos e pernas
  • Pessoas incomodadas com a aparência dos vasos nas pernas, após avaliação da circulação
  • Como complemento ao tratamento de insuficiência venosa, depois de corrigir o refluxo de veias maiores quando indicado

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Alergia conhecida ao esclerosante a ser utilizado
  • Trombose venosa profunda (TVP) atual ou recente, ou histórico de eventos tromboembólicos sem liberação médica
  • Infecção ativa ou lesão de pele na área a ser tratada
  • Imobilização prolongada ou impossibilidade de deambular após o procedimento

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Gestação e amamentação (procedimento eletivo costuma ser adiado; avaliar caso a caso)
  • Trombofilias e estados de hipercoagulabilidade conhecidos
  • Forame oval patente conhecido ou enxaqueca com aura, especialmente para escleroterapia com espuma
  • Fototipos mais altos (peles mais escuras), pelo maior risco de hiperpigmentação após o tratamento
  • Doença arterial periférica importante nos membros inferiores
  • Uso de medicamentos ou condições que alterem a coagulação, sob avaliação médica

Não é bom candidato quem tem trombose recente, alergia ao esclerosante, infecção na pele da perna ou quem não pode caminhar e usar meia de compressão depois. Quem tem refluxo importante em veias maiores costuma precisar tratar essa causa antes, para evitar recidiva rápida. A decisão é sempre médica, idealmente após avaliação da circulação.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação médica e da circulação · 30 minutos

    O médico examina as pernas, classifica o tipo e o calibre dos vasos e pesquisa sinais de insuficiência venosa. Quando há suspeita de refluxo em veias maiores, pode solicitar ultrassom Doppler venoso antes de planejar as sessões.

  2. 2

    Preparo e antissepsia · 10 minutos

    A pele da área é limpa e desinfetada. O médico escolhe o esclerosante, a concentração e a forma (líquido ou espuma) adequados aos vasos a serem tratados naquela sessão.

  3. 3

    Aplicação das injeções · 25 minutos

    Com agulha muito fina, o esclerosante é injetado diretamente dentro de cada vaso. Pode haver leve ardência ou queimação passageira. Em uma sessão são tratados vários vasinhos, conforme a tolerância e o planejamento.

  4. 4

    Compressão e orientações finais · 10 minutos

    Aplica-se compressão local e, quando indicado, a meia de compressão elástica. O médico orienta caminhar, manter a compressão pelo tempo recomendado e os cuidados de pós-tratamento e fotoproteção.

Recuperação

Logo após, é comum vermelhidão, pequenas marcas (vergões) e hematomas nos pontos das injeções, que melhoram em alguns dias a 1-2 semanas. Pode surgir leve coceira.

Afastamento do trabalho: Em geral não é necessário afastamento. A maioria retorna às atividades no mesmo dia, sendo recomendado caminhar e usar a meia de compressão conforme orientação. Evita-se esforço físico intenso por alguns dias.

Cuidados e restrições:

  • Usar a meia de compressão pelo período indicado pelo médico
  • Caminhar normalmente; evitar ficar muito tempo parado em pé ou sentado
  • Evitar exercícios intensos, musculação pesada e impacto nos primeiros dias
  • Evitar sol direto nas pernas e calor intenso (sauna, banhos muito quentes) nas primeiras semanas
  • Não depilar com cera quente nem fazer escalda-pés na área tratada por alguns dias
  • Manter fotoproteção rigorosa nas pernas para reduzir o risco de manchas

Resultados

Início: Os vasinhos tratados começam a clarear ao longo das semanas seguintes, à medida que os vasos fechados são reabsorvidos. Cada sessão soma ao resultado; vasos maiores podem demorar mais ou exigir nova aplicação.

Expectativa realista: Os vasos efetivamente tratados tendem a desaparecer de forma duradoura. Porém, a escleroterapia não impede o surgimento de novos vasinhos ao longo da vida, já que a predisposição permanece. É comum precisar de mais de uma sessão para cada região e de manutenções periódicas. Resultados variam conforme o tipo de vaso, o fototipo e a presença de refluxo venoso associado.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Vermelhidão, ardência e pequenos vergões nos pontos de aplicação
  • Hematomas (manchas roxas) temporários na área tratada
  • Coceira leve nas primeiras horas a dias
  • Hiperpigmentação (manchas acastanhadas) ao longo do trajeto do vaso, geralmente temporária, mas que pode durar meses
  • Matting: surgimento de uma rede de vasinhos finos e avermelhados na área tratada, em parte dos casos

Riscos mais raros e graves:

  • Reação alérgica ao esclerosante, podendo ser grave (anafilaxia) em casos raros
  • Úlcera ou necrose de pele no ponto de aplicação, em caso de extravasamento ou injeção inadequada
  • Tromboflebite superficial (inflamação e endurecimento doloroso de um vaso)
  • Trombose venosa profunda e, muito raramente, embolia pulmonar
  • Eventos neurológicos transitórios (visão turva, dor de cabeça, formigamento), descritos sobretudo com espuma, em geral passageiros
  • Hiperpigmentação persistente ou cicatriz
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa, inchaço ou endurecimento crescente em uma perna (possível trombose)
  • Falta de ar, dor no peito ou tosse com sangue (procurar emergência imediatamente)
  • Ferida que não cicatriza, escurecimento da pele com dor ou aspecto de necrose no ponto de aplicação
  • Vermelhidão com calor, inchaço e febre (sinais de infecção)
  • Reação alérgica: inchaço de lábios/rosto, urticária intensa, dificuldade para respirar
  • Alterações de visão, fala ou sensibilidade persistentes após o procedimento

Antes

  • Evitar bronzeamento e exposição solar das pernas nas semanas anteriores
  • Informar histórico de trombose, alergias, trombofilia, enxaqueca com aura e medicamentos em uso
  • Comunicar suspeita ou confirmação de gestação
  • Não passar hidratante, óleo ou autobronzeador nas pernas no dia do procedimento
  • Levar a meia de compressão indicada, se já houver prescrição
  • Realizar o ultrassom Doppler venoso, quando solicitado, antes de iniciar as sessões

Depois

  • Usar a meia de compressão pelo período orientado pelo médico
  • Caminhar regularmente e evitar ficar muito tempo parado em pé ou sentado
  • Evitar sol direto nas pernas e usar protetor solar para reduzir o risco de manchas
  • Evitar calor intenso (sauna, banhos muito quentes) e exercícios de alto impacto nos primeiros dias
  • Não coçar, esfregar nem remover crostas que eventualmente se formem
  • Retornar para reavaliação e planejar as próximas sessões; relatar qualquer sinal de alerta

Faixa de preço

R$ 250–R$ 1.500 por sessão

Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →

Valor médio de referência: R$ 600 por sessão

O que influencia o preço:

  • Quantidade e calibre dos vasos tratados por sessão
  • Tipo de esclerosante e técnica (líquido, espuma ou escleroterapia ecoguiada)
  • Número de sessões previstas no protocolo
  • Necessidade de exames como ultrassom Doppler venoso
  • Experiência do médico e localização da clínica

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores praticados nas capitais.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. O valor final depende de avaliação presencial e do plano de tratamento.

Quem realiza

Profissionais: Cirurgião vascular ou angiologista, Médico dermatologista

Procedimento médico, realizado por médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM). Os títulos de especialista em Cirurgia Vascular/Angiologia (SBACV) e em Dermatologia (SBD) são as referências para esse tratamento.

Use apenas esclerosantes regularizados pela Anvisa, aplicados por médico habilitado. A avaliação de refluxo venoso (quando indicada, com ultrassom Doppler) é parte importante da segurança e do resultado.

Perguntas frequentes

A escleroterapia acaba com os vasinhos para sempre?

Os vasos efetivamente tratados tendem a sumir de forma duradoura. Porém, a tendência a formar novos vasinhos permanece ao longo da vida, então é comum precisar de novas sessões e manutenções periódicas. O tratamento controla e melhora, mas não impede o surgimento de vasos futuros.

Quantas sessões vou precisar?

Depende da quantidade e do calibre dos vasos. É comum precisar de algumas sessões (frequentemente 3 ou mais) espaçadas a cada 3 a 6 semanas, tratando uma área por vez. O médico define o protocolo na avaliação.

Dói? Precisa de anestesia?

Em geral é bem tolerado. A agulha é muito fina e costuma causar apenas leve ardência ou queimação passageira durante a injeção. Normalmente não é necessária anestesia.

Por que ficaram manchas escuras ou novos vasinhos depois?

Podem ocorrer hiperpigmentação (manchas acastanhadas no trajeto do vaso), em geral temporária, e o chamado matting (uma rede de vasinhos finos na área tratada). São efeitos conhecidos, costumam melhorar com o tempo e a fotoproteção ajuda a reduzir o risco. Relate ao seu médico para conduta.

Preciso fazer ultrassom antes?

Nem sempre, mas o médico pode solicitar um ultrassom Doppler venoso para verificar se há refluxo em veias maiores alimentando os vasinhos. Tratar essa causa quando presente melhora o resultado e reduz a recidiva precoce.

Posso fazer durante a gravidez?

Em geral o procedimento eletivo é adiado durante a gestação e a amamentação. Muitos vasinhos que surgem na gravidez melhoram espontaneamente após o parto. A decisão deve ser individualizada pelo médico.

Alternativas a considerar

Procedimentos com objetivos próximos a Escleroterapia (Tratamento de Vasinhos). A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

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