Minimamente invasivo

Carboxiterapia Facial

Também conhecido como: carbo terapia, CO2 subcutâneo

A carboxiterapia facial é um procedimento minimamente invasivo em que se injeta, com agulha fina, uma pequena quantidade de gás carbônico (CO2) medicinal logo abaixo da pele. O objetivo é estimular a circulação local e melhorar o aspecto de áreas como as olheiras e a região perioral.

flacidezrugasolheirastexturacirculação
Sessões
6–10
Recuperação
2 dias
Resultado dura
3–6 meses
Faixa de preço
R$ 150–R$ 700 por sessão
Anestesia
nenhuma

Para que serve

É usada principalmente como auxílio para olheiras (sobretudo as de fundo vascular), melhora da textura e da firmeza da pele e estímulo à circulação local. Geralmente é feita em série de sessões e a indicação depende de avaliação médica individual.

Como funciona

Na carboxiterapia, o médico utiliza um aparelho específico que regula o fluxo e o volume de gás carbônico medicinal. Com uma agulha bem fina, o gás é injetado no tecido subcutâneo da área tratada, em pontos definidos conforme o objetivo do tratamento.

O aumento local de CO2 provoca uma resposta fisiológica conhecida como efeito Bohr: os tecidos passam a liberar mais oxigênio da hemoglobina e ocorre uma vasodilatação temporária, com aumento do fluxo sanguíneo na região. Esse estímulo à microcirculação é a base do mecanismo proposto para o procedimento.

Com sessões repetidas, acredita-se que esse processo possa favorecer a oxigenação dos tecidos e estimular fibroblastos, contribuindo para a melhora da textura e da firmeza da pele e para a redução do aspecto arroxeado das olheiras de origem vascular. A resposta, porém, varia bastante de pessoa para pessoa.

Durante e após a aplicação é comum sentir uma sensação de pressão, ardor ou crepitação sob a pele, decorrente da presença temporária do gás, que costuma ser absorvido e eliminado pelo organismo em poucos minutos.

Indicações

  • Olheiras, sobretudo as de componente vascular (aspecto arroxeado)
  • Melhora da textura e da firmeza da pele do rosto
  • Flacidez leve e sinais iniciais de envelhecimento
  • Estímulo à circulação local e oxigenação dos tecidos
  • Auxílio em protocolos combinados de rejuvenescimento, a critério médico

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Gestação
  • Infecções ativas na área a ser tratada (como herpes em atividade)
  • Insuficiência cardíaca, respiratória ou renal descompensada
  • Distúrbios de coagulação não controlados ou uso de anticoagulantes sem liberação médica
  • Feridas abertas, dermatoses ou processos inflamatórios ativos no local

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Amamentação (avaliação médica caso a caso)
  • Hipertensão arterial não controlada
  • Doenças crônicas descompensadas ou imunossupressão
  • Tendência a quelóides ou cicatrizes hipertróficas
  • Fobia importante de agulhas ou limiar de dor muito baixo

Gestantes, pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou renais descompensadas, distúrbios de coagulação não controlados ou infecção ativa na área não devem realizar o procedimento. A indicação depende sempre de avaliação médica presencial, que também esclarece se as olheiras têm causa que responde a esse tratamento.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação médica e definição do protocolo · 15 minutos

    O médico avalia a queixa (por exemplo, o tipo de olheira), o histórico de saúde e as contraindicações, e define as áreas, o número de pontos e os parâmetros do aparelho.

  2. 2

    Higienização e assepsia da pele · 5 minutos

    A face é limpa e é feita a antissepsia das áreas que receberão as microinjeções, reduzindo o risco de infecção.

  3. 3

    Aplicação do gás carbônico · 15 minutos

    Com agulha fina conectada ao aparelho, o médico injeta pequenas quantidades de CO2 no subcutâneo, em pontos distribuídos pela área. É comum sentir pressão, ardor ou uma leve crepitação sob a pele.

  4. 4

    Finalização e orientações · 5 minutos

    O gás é absorvido em poucos minutos. O profissional reforça os cuidados pós-procedimento, como fotoproteção e observação de eventuais hematomas, e agenda a próxima sessão.

Recuperação

O tempo de recuperação costuma ser curto. Pode haver vermelhidão, leve inchaço e a sensação temporária de gás sob a pele logo após a sessão, além da possibilidade de pequenos hematomas nos pontos de aplicação, que somem em alguns dias.

Afastamento do trabalho: Em geral não exige afastamento; a maioria das pessoas retoma as atividades no mesmo dia, considerando que pode haver pequenos hematomas visíveis em áreas como as olheiras.

Cuidados e restrições:

  • Evitar exposição solar direta e usar fotoprotetor nas áreas tratadas
  • Evitar calor excessivo, sauna e atividade física intensa nas primeiras horas
  • Não pressionar nem massagear vigorosamente os pontos de aplicação no mesmo dia
  • Seguir as orientações do médico, especialmente se aparecerem hematomas

Resultados

Início: Alguns efeitos sobre a circulação podem ser percebidos cedo, mas a melhora de textura, firmeza e olheiras tende a ser gradual e depende da série de sessões.

Expectativa realista: A carboxiterapia é um procedimento auxiliar e seus resultados são temporários e variáveis. Pode melhorar o aspecto de olheiras vasculares e da qualidade da pele, mas não corrige olheiras de outras origens (como excesso de pigmento ou bolsas de gordura) nem substitui outros tratamentos. Sessões de manutenção costumam ser necessárias e a resposta varia de pessoa para pessoa.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Sensação de pressão, ardor ou crepitação sob a pele durante e logo após a aplicação
  • Vermelhidão e leve inchaço temporários nas áreas tratadas
  • Pequenos hematomas (roxos) nos pontos de injeção
  • Sensibilidade local nas primeiras horas

Riscos mais raros e graves:

  • Infecção no local da aplicação quando não há assepsia adequada
  • Hematomas mais extensos, sobretudo em quem usa anticoagulantes
  • Reativação de herpes (herpes simples) na face em pessoas predispostas
  • Reação vasovagal (mal-estar, queda de pressão, desmaio) durante o procedimento
  • Lesão de estruturas locais por técnica inadequada, em mãos não habilitadas
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa, vermelhidão que piora, calor local, pus ou febre (sinais de infecção)
  • Inchaço importante ou hematoma que aumenta rapidamente
  • Surgimento de lesões de herpes na região tratada
  • Falta de ar, palpitações ou mal-estar persistente após a sessão

Antes

  • Informar ao médico todas as condições de saúde, gestação e medicamentos em uso, em especial anticoagulantes
  • Relatar histórico de herpes labial (pode ser indicada profilaxia)
  • Evitar exposição solar intensa e bronzeamento antes da sessão
  • Comparecer com a pele limpa, sem maquiagem na área a ser tratada
  • Esclarecer a origem das olheiras na avaliação, para alinhar a expectativa de resultado

Depois

  • Usar fotoprotetor e evitar sol direto nas áreas tratadas
  • Evitar calor excessivo, sauna e exercícios intensos nas primeiras horas
  • Não massagear nem pressionar com força os pontos de aplicação no mesmo dia
  • Observar a área e procurar o profissional diante de sinais de infecção ou hematoma importante
  • Seguir o intervalo de sessões e as orientações individuais do médico

Faixa de preço

R$ 150–R$ 700 por sessão

Valor médio de referência: R$ 350 por sessão

O que influencia o preço:

  • Experiência e formação do profissional
  • Localização e estrutura da clínica
  • Área tratada e número de pontos por sessão
  • Pacotes com várias sessões costumam reduzir o valor por sessão
  • Eventual associação com outros procedimentos no mesmo atendimento

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Dermatologista, Médico com formação em medicina estética

Por ser um procedimento injetável que utiliza gás medicinal, deve ser realizado por médico com registro ativo no CRM, dentro das competências da categoria.

Utilize sempre gás carbônico medicinal, equipamento regularizado pela Anvisa e material descartável/esterilizado. A técnica inadequada e a falta de assepsia aumentam o risco de infecção e outras complicações.

Perguntas frequentes

A carboxiterapia facial dói?

Costuma haver um desconforto temporário, com sensação de pressão, ardor ou crepitação sob a pele à medida que o gás é injetado. A agulha é fina e o incômodo passa rápido; em pessoas mais sensíveis o médico pode considerar anestésico tópico.

Carboxiterapia resolve todo tipo de olheira?

Não. Ela tende a ajudar nas olheiras de fundo vascular (aspecto arroxeado), mas não corrige olheiras causadas por excesso de pigmento, sombra anatômica ou bolsas de gordura. Por isso a avaliação médica para identificar a causa é essencial.

Quantas sessões são necessárias?

Geralmente é indicada em série, com algo em torno de 4 a 10 sessões e intervalos semanais ou quinzenais. O número exato depende do objetivo e da resposta de cada pessoa, e sessões de manutenção podem ser necessárias.

O gás injetado é perigoso?

Usa-se gás carbônico medicinal em pequena quantidade, que o corpo absorve e elimina naturalmente em poucos minutos. Por isso é contraindicado em algumas condições (como doenças cardíacas ou respiratórias descompensadas e gestação) e deve ser feito por médico com equipamento regularizado.

Posso voltar ao trabalho no mesmo dia?

Em geral sim, pois o tempo de recuperação é curto. É preciso considerar, porém, que podem surgir pequenos hematomas nos pontos de aplicação, especialmente em áreas delicadas como as olheiras, que somem em alguns dias.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

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