Radiofrequência Facial
Também conhecido como: RF, radiofrequência monopolar, RF fracionada
A radiofrequência facial é um tratamento não invasivo que utiliza ondas eletromagnéticas para aquecer as camadas mais profundas da pele. Esse aquecimento controlado estimula os fibroblastos a produzir colágeno e elastina ao longo das semanas seguintes.
- Sessões
- 6–10
- Recuperação
- 1 dias
- Resultado dura
- 6–12 meses
- Faixa de preço
- R$ 150–R$ 800 por sessão
- Anestesia
- nenhuma
Para que serve
É usada principalmente para melhorar a firmeza da pele, suavizar rugas finas e dar um aspecto mais cuidado ao contorno facial em casos de flacidez leve a moderada. Não substitui cirurgia em casos de flacidez acentuada.
Como funciona
O aparelho de radiofrequência emite ondas eletromagnéticas que atravessam a superfície da pele e geram calor nas camadas mais profundas (derme e tecido subcutâneo). A temperatura de trabalho costuma ficar em torno de 40 a 42 °C na pele, o suficiente para provocar um estímulo controlado sem queimar a superfície.
Esse calor tem dois efeitos principais. No curto prazo, ele causa uma contração imediata das fibras de colágeno já existentes, o que pode dar uma leve sensação de pele mais firme logo após a sessão. No médio prazo, o aquecimento ativa os fibroblastos, células responsáveis por produzir colágeno e elastina novos, em um processo de remodelação que acontece ao longo de semanas a meses.
Existem diferentes tecnologias de radiofrequência: monopolar, bipolar, multipolar e fracionada (esta última muitas vezes combinada com microagulhas, como no caso de equipamentos específicos). A escolha do tipo de equipamento e dos parâmetros depende da avaliação do profissional e do objetivo de cada pessoa.
Por agir estimulando o próprio organismo a produzir colágeno, os resultados são graduais e dependem de fatores individuais como idade, qualidade da pele e número de sessões realizadas.
Tecnologia: Equipamentos de radiofrequência estética (monopolar, bipolar, multipolar ou fracionada). Os aparelhos devem ser regularizados na Anvisa.
Indicações
- Flacidez facial leve a moderada
- Rugas finas e linhas de expressão pouco marcadas
- Perda de firmeza e definição do contorno facial
- Melhora da textura e da qualidade geral da pele
- Manutenção e prevenção dos sinais de envelhecimento em conjunto com outros cuidados
Contraindicações
- Uso de marca-passo, desfibrilador ou outros implantes eletrônicos ativos
- Gravidez
- Presença de implantes metálicos na área a ser tratada
- Infecção, ferida aberta ou lesão de pele ativa na região
Atenção / avaliar com o profissional:
- Doenças do colágeno e doenças autoimunes (avaliação médica individual)
- Diabetes descompensado e alterações de sensibilidade na pele
- Uso recente de isotretinoína oral
- Preenchedores ou implantes recentes na área (avaliar tipo e tempo)
- Herpes labial ativo ou histórico de surtos frequentes
- Amamentação (decisão compartilhada com o profissional)
Quem tem flacidez acentuada ou sobra importante de pele dificilmente terá o resultado esperado apenas com radiofrequência, podendo se beneficiar de avaliação para procedimentos mais robustos. Pessoas com contraindicações absolutas não devem realizar o procedimento.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação e limpeza da pele · 10 minutos
O profissional avalia o grau de flacidez, define a indicação e os parâmetros, e higieniza a pele removendo maquiagem, oleosidade e resíduos antes de iniciar.
- 2
Aplicação do gel condutor · 5 minutos
É aplicado um gel ou creme condutor que ajuda na transmissão da energia e protege a superfície da pele, permitindo o deslizamento do aplicador.
- 3
Emissão da radiofrequência · 30 minutos
O aplicador é movimentado sobre o rosto em regiões delimitadas, controlando a temperatura da pele com termômetro. A sensação costuma ser de calor agradável; a maioria das pessoas não relata dor.
- 4
Finalização e orientações · 10 minutos
A pele é limpa, recebe hidratante e protetor solar, e o profissional passa as orientações de pós-tratamento e o intervalo recomendado até a próxima sessão.
Recuperação
A radiofrequência facial convencional praticamente não tem tempo de recuperação. Pode haver vermelhidão leve e calor na pele que costumam passar em poucas horas.
Afastamento do trabalho: Em geral não é necessário afastamento. É possível retomar as atividades no mesmo dia.
Cuidados e restrições:
- Evitar exposição solar direta e usar protetor solar nas horas e dias seguintes
- Evitar calor intenso (sauna, banhos muito quentes) nas primeiras 24 horas
- Não usar ativos irritantes (ácidos, esfoliantes) logo após a sessão, conforme orientação
- Manter a pele hidratada
Resultados
Início: Pode haver uma sensação de firmeza logo após a sessão pela contração do colágeno, mas o efeito mais consistente aparece de forma gradual ao longo das semanas, conforme o novo colágeno é produzido.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Vermelhidão temporária na pele
- Sensação de calor e formigamento durante e após a sessão
- Leve inchaço local que costuma desaparecer em poucas horas
Riscos mais raros e graves:
- Queimaduras superficiais por excesso de calor ou má técnica
- Bolhas e alterações temporárias de pigmentação (mais escura ou mais clara)
- Cicatrizes em casos de queimadura mais profunda
- Atrofia de gordura localizada (perda de volume) relatada de forma rara
- Dor intensa ou persistente após a sessão
- Bolhas, feridas ou áreas com mudança importante de cor
- Inchaço que aumenta em vez de diminuir, com calor e vermelhidão localizados
Antes
- Comparecer com a pele limpa, sem maquiagem se possível
- Informar ao profissional uso de marca-passo, implantes, gravidez, medicamentos e procedimentos recentes
- Evitar exposição solar intensa e bronzeamento nos dias anteriores
- Suspender ácidos e esfoliantes na região conforme orientação
Depois
- Usar protetor solar diariamente e reforçar a hidratação da pele
- Evitar calor intenso (sauna, sol forte, banhos muito quentes) nas primeiras 24 horas
- Evitar ativos irritantes nos primeiros dias, conforme orientação
- Seguir o intervalo recomendado entre as sessões para melhor resultado
Faixa de preço
Valor médio de referência: R$ 350 por sessão
O que influencia o preço:
- Tipo e potência do equipamento (monopolar, bipolar, multipolar ou fracionado)
- Formação e experiência do profissional (dermatologista, biomédico, esteticista)
- Número de áreas tratadas e protocolo indicado
- Pacotes de várias sessões, que costumam ter desconto
- Cidade e estrutura da clínica
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.
Faixa informativa de mercado, baseada em fontes públicas; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.
Quem realiza
Profissionais: Dermatologista, Biomédico esteta, Esteticista habilitado
O profissional deve ter registro ativo no conselho de classe correspondente (CRM para médicos, CRBM para biomédicos) e formação específica no uso do equipamento.
Perguntas frequentes
A radiofrequência facial dói?
Na maioria dos casos não. A sensação costuma ser de um calor agradável e tolerável durante o deslizamento do aplicador. Se em algum momento o calor ficar desconfortável, avise o profissional para ajustar a intensidade.
Quantas sessões são necessárias para ver resultado?
Depende do equipamento e do objetivo. Protocolos comuns usam várias sessões (em torno de seis), com intervalo semanal ou quinzenal, seguidas de manutenção. Equipamentos monopolares de alta potência podem trabalhar com menos sessões. A resposta varia de pessoa para pessoa.
A radiofrequência substitui o lifting cirúrgico?
Não. A radiofrequência ajuda em flacidez leve a moderada e melhora a qualidade da pele, mas não produz o mesmo efeito de uma cirurgia. Em casos de flacidez acentuada, o ideal é uma avaliação médica para discutir outras opções.
Os resultados são permanentes?
Não. O estímulo de colágeno é gradual e os resultados tendem a durar alguns meses, dependendo da pele, da idade e dos hábitos. Por isso costumam-se indicar sessões de manutenção e cuidados contínuos com a pele.
Quem não pode fazer radiofrequência?
Pessoas com marca-passo ou implantes eletrônicos, gestantes, com implantes metálicos na área ou com lesões e infecções de pele no local não devem fazer. Outras condições, como doenças do colágeno e diabetes, exigem avaliação individual com o profissional.
Referências
- Radiofrequência: para que serve, como é feita e possíveis riscos — Tua Saúde (revisão por profissional de saúde), 2024
- Radiofrequência: conheça os benefícios desse tratamento para a pele — DermaClub, 2023
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
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