Não invasivo

Peeling Glicólico

Também conhecido como: peeling com ácido glicólico, AHA peeling

O peeling glicólico é um peeling químico superficial que aplica ácido glicólico (um alfa-hidroxiácido derivado da cana-de-açúcar) sobre a pele para promover esfoliação controlada e renovação das camadas mais superficiais. É um procedimento estético não invasivo, feito em consultório.

rugas finastexturatons desiguaisluminosidade
Sessões
4–8
Recuperação
3 dias
Resultado dura
2–6 meses
Faixa de preço
R$ 150–R$ 700 por sessão
Anestesia
nenhuma

Para que serve

Costuma ser indicado para melhorar a textura, suavizar rugas finas, uniformizar tons desiguais e dar mais luminosidade à pele, além de auxiliar no manejo de algumas alterações como manchas leves e pele com aspecto opaco. Os resultados variam conforme a pele de cada pessoa.

Como funciona

O ácido glicólico é o alfa-hidroxiácido (AHA) de menor peso molecular, o que facilita sua penetração na camada mais externa da pele. Ao ser aplicado em concentração e tempo controlados, ele reduz a coesão entre as células da camada córnea, favorecendo a descamação das células mais superficiais e estimulando a renovação celular.

Na prática, o profissional aplica a solução sobre a pele previamente higienizada e a deixa agir por alguns minutos (em geral entre 1 e 10 minutos, conforme a concentração e a resposta da pele). Em muitos protocolos a solução é depois neutralizada e removida no próprio consultório. Esse estímulo controlado pode, ao longo das sessões, favorecer também a produção de colágeno na derme.

A profundidade é superficial, por isso o procedimento tende a ter recuperação rápida e descamação discreta. A concentração do ácido, o pH da formulação e o tempo de contato são definidos pelo profissional de acordo com o tipo e a sensibilidade da pele de cada pessoa. Não é um produto para uso por conta própria: a concentração inadequada pode causar queimaduras e manchas.

O peeling glicólico não promete resultados garantidos e geralmente faz parte de um plano de cuidados com a pele, que inclui rotina domiciliar e fotoproteção rigorosa.

Substância/ativo: Ácido glicólico (alfa-hidroxiácido / AHA)

Indicações

  • Textura irregular e pele com aspecto áspero ou opaco
  • Rugas finas e sinais iniciais de envelhecimento
  • Tom de pele desigual e falta de luminosidade
  • Manchas leves e fotoenvelhecimento inicial (como parte de um plano avaliado por profissional)
  • Pele oleosa ou com tendência a comedões, em protocolos específicos

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Feridas, lesões abertas ou inflamação ativa na área a ser tratada
  • Infecções de pele ativas no local, como herpes labial em atividade ou infecções bacterianas
  • Alergia conhecida ao ácido glicólico ou aos componentes da formulação

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Gravidez e amamentação (decisão individualizada com o profissional)
  • Uso recente de isotretinoína oral ou de ácidos tópicos potentes sem orientação
  • Histórico de cicatrização anormal, como queloides ou cicatrizes hipertróficas
  • Peles mais morenas e negras, pelo maior risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, que exige avaliação cuidadosa
  • Exposição solar intensa recente ou impossibilidade de manter fotoproteção rigorosa

Pessoas com lesões ou infecções ativas na pele, com expectativas de transformação drástica em sessão única, ou que não conseguem manter fotoproteção e cuidados pós-procedimento, em geral não são boas candidatas. A indicação deve ser sempre individualizada após avaliação profissional.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e preparo da pele · 15 minutos

    O profissional avalia o tipo de pele, o histórico e as expectativas, define a concentração adequada e orienta o preparo prévio. No dia, a pele é higienizada e desengordurada para receber a solução de forma uniforme.

  2. 2

    Aplicação do ácido glicólico · 10 minutos

    A solução é aplicada de forma controlada sobre a pele e deixada agir por alguns minutos. Durante esse tempo é comum sentir ardência ou leve queimação, que são monitoradas pelo profissional.

  3. 3

    Neutralização e remoção · 10 minutos

    Conforme o protocolo, o ácido é neutralizado e/ou removido no próprio consultório para interromper sua ação no tempo adequado, evitando esfoliação excessiva.

  4. 4

    Calmante, hidratação e fotoproteção · 10 minutos

    Ao final, são aplicados produtos calmantes, hidratante e protetor solar. O profissional reforça as orientações de cuidados em casa e o intervalo até a próxima sessão.

Recuperação

Recuperação geralmente rápida. Pode haver vermelhidão leve e descamação discreta por alguns dias após a sessão.

Afastamento do trabalho: Em geral não é necessário afastamento. A maioria das pessoas retoma as atividades no mesmo dia, evitando sol e cosméticos irritantes.

Cuidados e restrições:

  • Evitar exposição solar direta e usar protetor solar com reaplicação ao longo do dia
  • Não puxar ou esfregar as casquinhas e a pele em descamação
  • Suspender ácidos e esfoliantes (glicólico, retinoico, salicílico) e cosméticos irritantes até liberação do profissional
  • Evitar calor intenso, sauna e atividade física vigorosa nas primeiras 24 a 48 horas
  • Manter a pele bem hidratada conforme orientação

Resultados

Início: Muitas pessoas percebem a pele mais lisa e luminosa após a descamação inicial; melhoras mais consistentes costumam aparecer ao longo da série de sessões.

Expectativa realista: Os resultados são graduais e variam de pessoa para pessoa. O peeling glicólico ajuda a melhorar textura, luminosidade e uniformidade do tom, mas não apaga rugas profundas, cicatrizes marcadas ou manchas intensas de forma definitiva. Manutenção e fotoproteção são essenciais para preservar o efeito.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Vermelhidão e sensação de ardência ou calor logo após a aplicação
  • Descamação leve e ressecamento por alguns dias
  • Sensibilidade temporária da pele e maior sensibilidade ao sol

Riscos mais raros e graves:

  • Queimaduras químicas por concentração ou tempo de contato inadequados
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras), com risco maior em peles mais morenas e negras
  • Hipopigmentação (clareamento) ou cicatrizes, incluindo cicatrizes hipertróficas, em casos de lesão da pele
  • Reativação de herpes (herpes simples) em pessoas predispostas
  • Infecção secundária se os cuidados pós-procedimento não forem seguidos
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa, bolhas ou áreas esbranquiçadas que não melhoram
  • Vermelhidão que piora, com inchaço, calor local, pus ou febre
  • Feridas que não cicatrizam ou surgimento de manchas escuras persistentes
  • Lesões com aspecto de herpes (vesículas agrupadas e dolorosas)

Antes

  • Seguir o preparo orientado pelo profissional e informar todos os medicamentos e produtos em uso
  • Suspender ácidos tópicos e esfoliantes nos dias anteriores, se orientado
  • Evitar exposição solar intensa e bronzeamento antes da sessão
  • Avisar sobre histórico de herpes, alergias e cicatrização anormal
  • Não realizar depilação, laser ou outros procedimentos na área pouco antes, sem liberação

Depois

  • Usar protetor solar diariamente e reaplicar, evitando exposição solar direta
  • Hidratar a pele conforme orientação e usar produtos suaves
  • Não puxar as casquinhas nem esfregar a pele durante a descamação
  • Evitar ácidos, esfoliantes e cosméticos irritantes até liberação do profissional
  • Evitar calor intenso, sauna e exercícios vigorosos nas primeiras 24 a 48 horas
  • Procurar o profissional diante de qualquer sinal de alerta

Faixa de preço

R$ 150–R$ 700 por sessão

Valor médio de referência: R$ 350 por sessão

O que influencia o preço:

  • Concentração do ácido e protocolo utilizado
  • Qualificação e especialidade do profissional (dermatologista, biomédico ou esteticista)
  • Estrutura e localização da clínica
  • Número de sessões da série e pacotes de manutenção
  • Produtos associados de preparo e pós-procedimento

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado, baseada em fontes públicas; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Dermatologista, Biomédico esteta, Esteticista (conforme concentração e regulamentação)

Profissional com registro ativo no conselho correspondente (CRM para médicos, CRBM para biomédicos). A concentração e o tipo de peeling determinam quem pode realizá-lo; peelings de maior profundidade são de competência médica.

A concentração do ácido glicólico deve ser definida por profissional habilitado. O uso por conta própria ou em concentrações inadequadas pode causar queimaduras e manchas.

Perguntas frequentes

O peeling glicólico dói?

Durante a aplicação é comum sentir ardência, calor ou leve queimação, que costuma ser bem tolerada e dura poucos minutos. O profissional monitora a sensação e interrompe a ação do ácido no tempo adequado.

Quanto tempo a pele fica descamando?

Por ser um peeling superficial, a descamação costuma ser leve e durar alguns dias. É importante não puxar as casquinhas e manter a pele hidratada e protegida do sol para evitar manchas.

Quantas sessões são necessárias?

Em geral é feito em uma série de sessões, com intervalos de algumas semanas, definida pelo profissional conforme a resposta da pele. O número exato varia de pessoa para pessoa.

Posso fazer peeling glicólico no verão?

É possível, mas exige cuidado redobrado com o sol. A pele fica mais sensível e há risco de manchas se a fotoproteção não for rigorosa. O profissional avalia o melhor momento e protocolo para o seu caso.

Pessoas de pele negra podem fazer?

Podem, mas é necessária avaliação cuidadosa, pois há maior risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. O profissional pode optar por concentrações mais suaves e protocolos específicos.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

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