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Peeling Láctico

Também conhecido como: peeling com ácido láctico, alfa-hidroxiácido

O peeling láctico é um peeling químico superficial que usa ácido láctico, um alfa-hidroxiácido (AHA) derivado do leite, para promover esfoliação controlada e renovação da camada mais superficial da pele. É um dos peelings mais suaves e bem tolerados, frequentemente indicado para peles sensíveis e como primeira experiência com peelings.

texturaoleosidadeimpurezastons desiguais
Sessões
4–6
Recuperação
3 dias
Resultado dura
1–3 meses
Faixa de preço
R$ 150–R$ 600 por sessão
Anestesia
nenhuma

Para que serve

Serve para melhorar textura áspera, suavizar a aparência de tons desiguais, dar mais luminosidade, ajudar no controle de oleosidade e impurezas e, por ter ação hidratante característica do ácido láctico, costuma ressecar menos do que outros peelings de AHA.

Como funciona

O ácido láctico pertence ao grupo dos alfa-hidroxiácidos (AHA) e age sobre a camada mais superficial da pele, o estrato córneo. Aplicado em concentração e pH controlados pelo profissional, ele enfraquece as ligações entre as células mortas (corneócitos), facilitando sua eliminação e estimulando a renovação celular. O resultado é uma pele com aspecto mais uniforme, macio e luminoso ao longo das sessões.

Uma característica que diferencia o ácido láctico de outros AHA, como o glicólico, é sua molécula maior, que penetra de forma mais lenta e gradual. Isso tende a torná-lo menos agressivo e mais previsível, reduzindo o risco de irritação intensa. Além disso, o ácido láctico tem propriedades higroscópicas (atrai água), o que ajuda a manter a hidratação da pele durante o processo.

Na prática estética, o peeling láctico costuma ser usado em concentrações variadas (frequentemente entre 30% e 90%, a critério médico/profissional e do tipo de pele), às vezes em protocolos seriados ou combinado com outros ativos. Os efeitos são cumulativos: melhores resultados aparecem com uma série de sessões espaçadas, sempre associadas a fotoproteção rigorosa.

Substância/ativo: Ácido láctico (alfa-hidroxiácido)

Indicações

  • Textura áspera e irregular da pele
  • Tom desigual e falta de luminosidade
  • Pele oleosa com tendência a impurezas e comedões superficiais
  • Manchas superficiais leves e fotoenvelhecimento inicial
  • Peles sensíveis que não toleram bem peelings mais agressivos
  • Primeira experiência com peelings químicos

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Infecção ativa na área (herpes em atividade, impetigo, foliculite)
  • Feridas abertas, dermatite ou queimaduras na região a ser tratada
  • Alergia conhecida ao ácido láctico ou aos componentes da formulação
  • Uso recente de isotretinoína oral sem o intervalo de segurança recomendado pelo médico

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Gestação e amamentação (avaliar com o médico; preferir adiar)
  • Pele bronzeada recentemente ou exposição solar intensa próxima
  • Histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória ou queloides
  • Melasma instável (exige cautela e protocolo individualizado)
  • Uso de ácidos tópicos potentes nos dias anteriores sem orientação

Não é candidato ideal quem está com a pele inflamada, infeccionada ou lesionada na área, quem não pode manter fotoproteção rigorosa no pós, ou quem busca correção de rugas profundas e flacidez acentuada, problemas que um peeling superficial não resolve. Nesses casos, o profissional deve indicar outras abordagens.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e preparo da pele · 15 minutos

    O profissional avalia o tipo e a fototipo da pele, o histórico e as expectativas, define a concentração adequada e faz a higienização e desengorduramento da face para padronizar a absorção do ácido.

  2. 2

    Aplicação do ácido láctico · 10 minutos

    O ácido láctico é aplicado em camadas uniformes com o auxílio de gaze, pincel ou cotonete, respeitando as áreas mais sensíveis. O profissional acompanha de perto a reação da pele (vermelhidão, sensação de leve ardência) durante o tempo de ação.

  3. 3

    Neutralização e remoção · 5 minutos

    Após o tempo de pausa adequado, o ácido é neutralizado e removido conforme o protocolo do produto, interrompendo a ação química de forma controlada.

  4. 4

    Finalização e orientações · 10 minutos

    Aplicam-se calmante, hidratante e protetor solar. O profissional reforça os cuidados pós-procedimento, principalmente a fotoproteção, e orienta sobre o que esperar nos dias seguintes.

Recuperação

Recuperação curta. É comum vermelhidão leve e sensação de repuxamento no mesmo dia, e descamação fina nos dias seguintes em alguns casos.

Afastamento do trabalho: Geralmente não exige afastamento; é possível retomar a rotina no mesmo dia, mantendo fotoproteção e evitando sol direto.

Cuidados e restrições:

  • Evitar exposição solar direta e usar protetor solar com reaplicação
  • Não esfoliar, coçar ou puxar a pele que estiver descamando
  • Suspender ácidos e produtos irritantes até liberação do profissional
  • Evitar maquiagem pesada e ambientes muito quentes (sauna) nas primeiras 24 a 48 horas

Resultados

Início: A pele costuma ficar mais luminosa e macia já nos primeiros dias após a sessão, com melhora progressiva ao longo do protocolo seriado.

Expectativa realista: O peeling láctico melhora textura, luminosidade e uniformidade de forma gradual e sutil, sem promessa de transformação dramática. Não corrige rugas profundas, flacidez ou manchas resistentes. Os resultados dependem de manutenção, fotoproteção e cuidados domiciliares; tendem a se diluir com o tempo se o protocolo e os cuidados não forem mantidos.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Vermelhidão e sensação de calor ou ardência leve
  • Sensação de repuxamento ou ressecamento temporário
  • Descamação fina nos dias seguintes
  • Leve sensibilidade ao toque na área tratada

Riscos mais raros e graves:

  • Hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras), mais provável em peles mais pigmentadas e sem fotoproteção adequada
  • Hipopigmentação ou alteração persistente da cor da pele
  • Queimadura química com bolhas em caso de concentração/tempo inadequados
  • Cicatrizes, especialmente se houver manipulação da pele em descamação
  • Reativação de herpes labial e reação alérgica de contato
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa, bolhas, feridas abertas ou crostas espessas
  • Vermelhidão que piora, calor local intenso, pus ou sinais de infecção
  • Manchas escuras ou claras que surgem e não regridem
  • Inchaço importante ou reação alérgica (coceira intensa, urticária)

Antes

  • Informar ao profissional histórico de herpes, alergias, melasma e uso de medicamentos como isotretinoína
  • Evitar exposição solar intensa e bronzeamento nos dias anteriores
  • Suspender ácidos, retinoides e esfoliantes potentes conforme orientação prévia
  • Comparecer com a pele limpa, sem maquiagem, e bem hidratada
  • Manter fotoproteção diária já nos dias que antecedem a sessão

Depois

  • Usar protetor solar de amplo espectro e reaplicar ao longo do dia
  • Hidratar a pele com produtos calmantes indicados pelo profissional
  • Não retirar a descamação manualmente nem esfoliar a pele
  • Evitar sol direto, sauna, água muito quente e atividades com suor intenso nas primeiras 24 a 48 horas
  • Só retomar ácidos e ativos potentes após liberação do profissional

Faixa de preço

R$ 150–R$ 600 por sessão

Valor médio de referência: R$ 300 por sessão

O que influencia o preço:

  • Qualificação do profissional (dermatologista, biomédico ou esteticista) e da clínica
  • Concentração do ácido e complexidade do protocolo
  • Cidade e região (capitais tendem a ser mais caras)
  • Pacotes de sessões seriadas costumam ter valor unitário menor
  • Associação com outros ativos ou procedimentos na mesma sessão

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Médico dermatologista, Biomédico esteta habilitado, Esteticista (dentro do escopo de peelings superficiais permitido)

Profissional com registro ativo no conselho de classe correspondente (CRM para médicos, CRBM para biomédicos). O escopo de atuação de peelings deve respeitar a regulamentação do conselho profissional.

Peeling químico deve ser feito por profissional habilitado, com produto regularizado e protocolo individualizado. Fotoproteção rigorosa no pós é essencial para reduzir o risco de manchas.

Perguntas frequentes

O peeling láctico arde ou dói muito?

Costuma ser bem tolerado. Durante a aplicação pode haver leve ardência, calor ou formigamento, que normalmente passam quando o ácido é neutralizado. É um dos peelings considerados mais suaves.

A pele descasca depois do peeling láctico?

Pode haver descamação fina nos dias seguintes, mas nem sempre acontece. Por ser superficial, a descamação tende a ser discreta. Não retire a pele manualmente para evitar manchas e irritação.

Quantas sessões são necessárias para ver resultado?

Os efeitos são cumulativos. Muitas pessoas notam pele mais luminosa já após a primeira sessão, mas a melhora consistente costuma surgir ao longo de uma série de sessões espaçadas, definida pelo profissional.

Peeling láctico clareia melasma e manchas?

Pode ajudar a uniformizar tons desiguais e manchas superficiais leves, mas não é um tratamento isolado para melasma. Manchas costumam exigir abordagem combinada, fotoproteção rigorosa e acompanhamento médico.

Posso fazer peeling láctico no verão?

Pode, desde que mantenha fotoproteção rigorosa e evite exposição solar direta. A pele fica mais sensível ao sol no pós, então o cuidado com o protetor solar é ainda mais importante nessa época.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

Profissionais em São José do Rio Preto

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