Preenchimento com Silicone Líquido
Também conhecido como: silicone líquido, silicone de grau médico
Procedimento injetável em que se introduz silicone líquido (polidimetilsiloxano) nos tecidos para aumentar volume de forma permanente. É uma técnica antiga e controversa, hoje desaconselhada por sociedades médicas para fins estéticos por causa do risco elevado de complicações tardias.
- Sessões
- 1–3 sessões
- Recuperação
- 3 dias
- Resultado dura
- Permanente
- Faixa de preço
- R$ 800–R$ 4.000 por sessão
- Anestesia
- local
Para que serve
Historicamente foi usado para aumentar volume em rosto e corpo de modo permanente. Hoje seu uso é restrito e reservado a indicações corretivas muito específicas; para fins estéticos, sociedades médicas brasileiras não o recomendam, dando preferência a preenchedores reabsorvíveis e mais seguros.
Como funciona
O silicone líquido é um polímero (polidimetilsiloxano) que, ao ser injetado, ocupa espaço no tecido e provoca uma reação do organismo ao redor das gotículas. Diferente do ácido hialurônico, ele não é absorvido nem metabolizado, o que explica o caráter permanente do resultado — e também boa parte dos seus problemas.
A técnica clássica preconizava a injeção de microgotas em pequenas quantidades, em várias sessões espaçadas, para que cada gota fosse envolvida por uma fina camada de colágeno (encapsulamento). Na prática, é muito difícil controlar para onde o material vai com o tempo: o silicone pode migrar para regiões vizinhas pela gravidade e pelos movimentos, deslocando-se anos após a aplicação.
Como o organismo reconhece o silicone como corpo estranho, pode desencadear uma reação inflamatória crônica e formar nódulos endurecidos chamados siliconomas (ou granulomas de silicone), que podem surgir meses ou até décadas depois. Por não ser reabsorvível, o material não pode ser simplesmente dissolvido: removê-lo costuma exigir cirurgia, nem sempre completa.
Por esse conjunto de fatores, o preenchimento com silicone líquido para fins estéticos é hoje desaconselhado pelas principais sociedades médicas. Quando há indicação corretiva muito específica, deve ser feita por médico experiente, com produto de procedência regularizada e consentimento informado detalhado.
Substância/ativo: Silicone líquido (polidimetilsiloxano / dimeticone)
Indicações
- Indicações corretivas pontuais e específicas, avaliadas individualmente por médico (uso restrito)
- Casos selecionados de lipoatrofia, conforme avaliação especializada e literatura específica
- Situações em que o paciente é detalhadamente informado sobre o caráter permanente e os riscos, e em que alternativas reabsorvíveis foram consideradas
Contraindicações
- Uso com finalidade estética para grandes aumentos de volume (ex.: mamas, glúteos), pelo alto risco de complicações graves
- Uso de silicone industrial, de procedência desconhecida ou não regularizado para uso em saúde
- Infecção ativa ou lesão de pele na região a ser tratada
- Gestação e amamentação
- Doenças autoimunes ou inflamatórias em atividade
Atenção / avaliar com o profissional:
- Histórico de cicatrização anormal ou formação de granulomas
- Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes
- Presença de outro material permanente na mesma região
- Expectativas irreais ou transtorno dismórfico corporal
- Tabagismo e condições que prejudiquem a cicatrização
Não é candidato quem busca aumento estético de volume, especialmente em mamas e glúteos, dado o risco elevado de complicações permanentes. Também não é candidato quem deseja um resultado reversível, gestantes e lactantes, pessoas com infecção ou doença autoimune ativa, e quem cogita produtos sem procedência. A avaliação médica presencial é o que define se há, ou não, alguma indicação corretiva específica.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação, consentimento e indicação · 30 minutos
O médico avalia a queixa, discute riscos do caráter permanente e apresenta alternativas reabsorvíveis mais seguras. Confirma-se que existe indicação corretiva específica e o paciente assina consentimento informado detalhado.
- 2
Antissepsia e anestesia · 15 minutos
A pele é higienizada e feita antissepsia rigorosa. Aplica-se anestésico tópico e, conforme a área, anestésico local, para conforto durante a aplicação.
- 3
Injeção em microgotas · 20 minutos
Quando indicado, o silicone é injetado em quantidades muito pequenas (técnica de microgotas), de forma conservadora, evitando excesso. Aplica-se menos do que o objetivo final, prevendo o resultado permanente.
- 4
Conferência e orientações · 10 minutos
Confere-se a área, orienta-se sobre sinais de alerta (nódulos, vermelhidão, dor) e agenda-se acompanhamento de longo prazo, já que complicações podem surgir tardiamente.
Recuperação
O tempo de inatividade imediato costuma ser curto, com inchaço e vermelhidão locais. A preocupação maior, porém, não é a recuperação inicial, e sim o risco de complicações que podem surgir meses ou anos depois.
Afastamento do trabalho: Em geral não há necessidade de afastamento prolongado para a aplicação em si. Inchaço e vermelhidão locais costumam melhorar em alguns dias.
Cuidados e restrições:
- Evitar exercícios físicos intensos por alguns dias
- Evitar calor excessivo (sauna, sol forte) na fase inicial
- Não massagear ou pressionar a área sem orientação médica
- Manter acompanhamento médico de longo prazo, mesmo sem sintomas
- Procurar o médico imediatamente diante de qualquer nódulo, dor ou vermelhidão que surja, mesmo tardiamente
Resultados
Início: O aumento de volume é percebido logo após a aplicação e, por não ser reabsorvido, tende a se manter de forma permanente.
Não é reversível por enzima ou absorção natural. A remoção, quando necessária por complicação, costuma exigir cirurgia e nem sempre é completa, pois o material pode estar disperso e migrado pelos tecidos.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Inchaço e vermelhidão no local
- Sensibilidade e desconforto na área tratada
- Pequenos hematomas
- Sensação de endurecimento ou nódulo ao toque
Riscos mais raros e graves:
- Siliconomas / granulomas de silicone: nódulos inflamatórios endurecidos que podem surgir meses ou anos após a aplicação
- Migração do material para regiões vizinhas, causando deformidades e assimetrias
- Reação inflamatória crônica e quadros autoimunes associados (síndrome do material de preenchimento)
- Infecção, abscessos e fístulas, por vezes de difícil tratamento
- Necrose da pele e oclusão vascular em caso de injeção inadvertida em vaso
- Embolia pulmonar e quadros graves, sobretudo com grandes volumes (uso ilegal em mamas e glúteos), com risco de morte
- Necessidade de cirurgias para remoção, com possibilidade de sequelas estéticas
- Surgimento de nódulos, caroços ou endurecimentos na área, mesmo tempos depois
- Vermelhidão, calor, dor crescente, pus ou febre (sinais de infecção)
- Mudança de cor da pele (palidez ou manchas arroxeadas) na região tratada
- Falta de ar, dor no peito ou mal-estar intenso após a aplicação (procurar emergência)
- Deformidade nova ou deslocamento visível do volume aplicado
Antes
- Discutir com o médico, em detalhe, o caráter permanente e os riscos, e considerar alternativas reabsorvíveis e mais seguras
- Informar todas as condições de saúde, doenças autoimunes, alergias e medicamentos em uso
- Confirmar a procedência e a regularização do produto a ser utilizado
- Suspender, sob orientação médica, anticoagulantes e substâncias que aumentem hematomas
- Assinar consentimento informado compreendendo bem as limitações e os riscos tardios
Depois
- Seguir rigorosamente as orientações de higiene e cuidados locais
- Evitar tocar, massagear ou pressionar a área sem orientação
- Evitar exercícios intensos, sol forte e calor nos primeiros dias
- Manter acompanhamento médico de longo prazo, mesmo sem sintomas
- Procurar o médico imediatamente diante de qualquer nódulo, dor, vermelhidão ou deformidade, ainda que surjam meses ou anos depois
Faixa de preço
Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →
Valor médio de referência: R$ 1.800 por sessão
O que influencia o preço:
- Área e volume envolvidos
- Experiência e especialização do médico
- Procedência e regularização do produto
- Estrutura e localização da clínica
- Necessidade de acompanhamento e eventuais correções futuras
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital. Atenção: preços muito baixos costumam indicar produto e prática inseguros, com risco grave à saúde.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.
Quem realiza
Profissionais: Médico cirurgião plástico, Médico com experiência específica na técnica e em suas complicações
Profissional médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM), preferencialmente com título de especialista em Cirurgia Plástica (SBCP) ou Dermatologia (SBD), apto a manejar complicações.
Perguntas frequentes
O preenchimento com silicone líquido é seguro?
Não é considerado seguro para fins estéticos de aumento de volume. As sociedades médicas brasileiras desaconselham o seu uso por causa do risco elevado de complicações tardias, como nódulos (siliconomas), migração do material e reações inflamatórias crônicas, que podem surgir anos depois e ser difíceis de tratar.
Dá para tirar o silicone líquido depois?
Não é reversível como o ácido hialurônico, que pode ser dissolvido com uma enzima. O silicone não é absorvido e a sua remoção, quando necessária, costuma exigir cirurgia, nem sempre completa, porque o material pode estar disperso e migrado pelos tecidos.
Posso usar silicone líquido para aumentar mamas ou glúteos?
Não. O uso de silicone líquido injetável em mamas e glúteos é desaconselhado e perigoso, com relatos de complicações graves, incluindo infecções, deformidades, embolia e risco de morte. Para essas finalidades existem técnicas cirúrgicas regularizadas; converse com um cirurgião plástico.
Por que ainda se ouve falar nesse procedimento?
É uma técnica antiga, que oferece volume permanente e custo aparentemente baixo, o que ainda atrai algumas pessoas. Porém, o conhecimento atual mostra que os riscos superam os benefícios para uso estético, e por isso o procedimento ficou restrito a indicações corretivas muito específicas, sob avaliação médica.
Quais alternativas mais seguras existem?
Para aumento de volume facial, preenchedores de ácido hialurônico (reabsorvíveis e, na maioria dos casos, reversíveis) e bioestimuladores de colágeno são opções mais seguras. Para volume corporal, há técnicas cirúrgicas regularizadas. A escolha deve ser feita com um médico, segundo a sua queixa.
Alternativas a considerar
Procedimentos com objetivos próximos a Preenchimento com Silicone Líquido. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.
- Preenchimento com Ácido Hialurônico Minimamente invasivo
Preenchedor reabsorvível e, na maioria dos casos, reversível com hialuronidase, considerado mais seguro para reposição de volume facial.
Comparar Preenchimento com Silicone Líquido vs Preenchimento com Ácido Hialurônico → - Radiesse (Hidroxiapatita de Cálcio/CaHA) Minimamente invasivo
Bioestimulador e preenchedor de hidroxiapatita de cálcio, reabsorvível, que repõe volume e estimula colágeno de forma temporária e mais previsível.
Comparar Preenchimento com Silicone Líquido vs Radiesse (Hidroxiapatita de Cálcio/CaHA) → - Sculptra (Ácido Polilático/PLLA) Minimamente invasivo
Bioestimulador de ácido poli-L-láctico que melhora volume e qualidade da pele de modo gradual e reabsorvível, alternativa para quem busca estímulo do próprio colágeno.
Comparar Preenchimento com Silicone Líquido vs Sculptra (Ácido Polilático/PLLA) →
Referências
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
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Injeção de gel de ácido hialurônico para devolver volume, suavizar rugas e hidratar. Efeito temporário e, na maioria dos casos, reversível.
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Injetável de hidroxiapatita de cálcio que dá volume na hora e estimula colágeno; melhora projeção facial e flacidez por cerca de 12 meses.
Sculptra (Ácido Polilático/PLLA)
Injetável de ácido polilático que estimula colágeno e melhora flacidez e volume de forma gradual, em geral 2 a 3 sessões.
Preenchimento de Glúteo com PMMA
PMMA no glúteo é preenchimento permanente, controverso e de alto risco. O CFM restringe grandes volumes e sociedades médicas desaconselham o uso estético. Resultado é irreversível e complicações podem surgir anos depois.
Ellansé (Policaprolactona/PCL)
Bioestimulador de policaprolactona (PCL) que preenche na hora e estimula colágeno por meses; duração varia conforme a versão (S, M ou L).