Cirúrgico

Deep Plane Facelift (Lifting de Plano Profundo)

Também conhecido como: deep plane, deep plane facelift, lifting de plano profundo, lifting profundo

O deep plane facelift, ou lifting de plano profundo, é uma técnica avançada de ritidoplastia em que o cirurgião plástico libera a face em um plano mais profundo, abaixo do SMAS, soltando os ligamentos de sustentação para reposicionar em bloco a pele e os tecidos profundos. O objetivo é um reposicionamento natural e duradouro do terço médio, das bochechas, do contorno mandibular e do pescoço, sem tracionar a pele de forma isolada.

flacidez facial moderada a acentuadaqueda das bochechas e do terço médiosulcos nasogenianos profundosperda de definição do contorno mandibular (jowls)flacidez do pescoço associada
Ilustração de uma face adulta indicando o plano profundo de dissecção (sub-SMAS) e a direção vertical de reposicionamento dos tecidos no deep plane facelift, com linhas discretas de incisão ao redor da orelha e na linha do cabelo.
Sessões
1 sessão
Recuperação
3 semanas
Resultado dura
Semipermanente
Faixa de preço
R$ 30.000–R$ 120.000 por cirurgia
Anestesia
geral

Para que serve

Serve para corrigir a flacidez moderada a acentuada da face, em especial a queda do terço médio e das bochechas, suavizando sulcos nasogenianos, redefinindo o contorno da mandíbula e do pescoço, com a proposta de um resultado mais natural e estável ao longo do tempo do que técnicas que tracionam apenas a pele ou o SMAS de forma superficial.

Como funciona

Com o envelhecimento, os ligamentos de retenção que ancoram a pele e a gordura da face aos planos profundos vão afrouxando. A gordura malar (das bochechas) desce, surgem os sulcos nasogenianos e a região da mandíbula perde definição, formando as chamadas "bolsas" laterais do queixo (jowls). O deep plane facelift atua exatamente nesse problema de sustentação, e não apenas na sobra de pele.

A grande diferença em relação à ritidoplastia tradicional está no plano de dissecção. Nas técnicas clássicas, o cirurgião descola a pele do SMAS e, separadamente, faz dobras (plicatura) ou remove parte do SMAS para tensioná-lo. No deep plane, a dissecção desce para um plano abaixo do SMAS, liberando os ligamentos faciais. Assim, a pele e a camada músculo-aponeurótica permanecem unidas e são reposicionadas juntas, em um único bloco composto. Isso reduz a tensão sobre a pele e tende a evitar o aspecto "esticado" ou "ventoso".

Na prática, o cirurgião faz incisões discretas ao redor da orelha e na linha do couro cabeludo, realiza a liberação no plano profundo, reposiciona o conjunto na direção vertical de rejuvenescimento (e não apenas para trás) e só então redistribui e remove o excesso de pele sem tração excessiva. Frequentemente o procedimento é combinado ao tratamento do pescoço (platismoplastia/cervicoplastia) para um resultado harmônico.

É uma técnica tecnicamente exigente, que percorre regiões próximas aos ramos do nervo facial. Por isso depende fortemente da experiência e do treinamento específico do cirurgião plástico. Vale lembrar: por mais sofisticada que seja, nenhuma técnica de lifting interrompe o envelhecimento — ele continua acontecendo após a cirurgia.

Indicações

  • Flacidez facial moderada a acentuada, especialmente do terço médio e das bochechas
  • Queda da gordura malar e aprofundamento dos sulcos nasogenianos
  • Perda de definição do contorno mandibular (jowls) e flacidez cervical associada
  • Pacientes que desejam um resultado natural, evitando o aspecto de pele tracionada
  • Pacientes em bom estado geral de saúde, não fumantes ou dispostos a cessar o tabagismo
  • Pessoas com expectativas realistas sobre o que uma cirurgia de lifting pode oferecer

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Doenças sistêmicas descompensadas (cardíacas, pulmonares ou hepáticas graves)
  • Distúrbios de coagulação não controlados
  • Infecção ativa na área a ser operada
  • Impossibilidade de suspender medicações anticoagulantes quando indicado pela equipe médica

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Tabagismo ativo (aumenta muito o risco de necrose de pele e má cicatrização; recomenda-se cessar antes e depois)
  • Diabetes mal controlado
  • Hipertensão arterial não controlada
  • Tendência a cicatrizes hipertróficas ou queloides
  • Cirurgias faciais prévias com cicatrizes extensas (podem alterar a anatomia e o risco)
  • Expectativas irreais ou transtornos relacionados à imagem corporal

Não é candidato ideal quem apresenta apenas flacidez leve (que costuma responder a tratamentos não cirúrgicos), quem não pode interromper o tabagismo, quem tem doenças não compensadas, ou quem busca interromper o envelhecimento ou mudar radicalmente a identidade do rosto. Por ser tecnicamente exigente e percorrer regiões próximas ao nervo facial, a indicação do deep plane exige avaliação presencial criteriosa, exames pré-operatórios e um cirurgião com treinamento específico na técnica.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e planejamento pré-operatório · 60 minutos

    Consulta com o cirurgião plástico para análise da face, do grau de flacidez, da qualidade da pele e da anatomia, definição da técnica (incluindo se o deep plane é a melhor opção), solicitação de exames laboratoriais e avaliação pré-anestésica.

  2. 2

    Anestesia e marcação · 30 minutos

    No dia da cirurgia, a equipe realiza a marcação das incisões e dos pontos de liberação e administra a anestesia (geral ou sedação com anestesia local), em ambiente hospitalar com monitorização.

  3. 3

    Incisões e dissecção no plano profundo · 150 minutos

    São feitas as incisões discretas ao redor da orelha e na linha capilar; o cirurgião realiza a dissecção em plano sub-SMAS e libera os ligamentos de retenção facial, mantendo pele e SMAS unidos como um único bloco composto.

  4. 4

    Reposicionamento, redistribuição da pele e sutura · 90 minutos

    O bloco profundo é reposicionado na direção vertical de rejuvenescimento e fixado; o excesso de pele é então redistribuído sem tensão excessiva e o excedente é removido. As incisões são suturadas e, quando necessário, são posicionados drenos e curativo compressivo.

  5. 5

    Recuperação imediata e alta · 1 dias

    Acompanhamento no pós-operatório imediato; a alta pode ser no mesmo dia ou após internação curta, com orientações de cuidados, sinais de alerta, retorno e remoção de pontos.

Recuperação

Inchaço e hematomas são intensos nos primeiros dias e melhoram bastante em 2 a 3 semanas; o resultado final se consolida ao longo de meses, à medida que o edema cede por completo.

Afastamento do trabalho: Costuma-se recomendar de 2 a 3 semanas de afastamento, dependendo da atividade e da evolução individual. Aparência socialmente confortável, em geral, após 3 a 4 semanas, com camuflagem por maquiagem em alguns casos.

Cuidados e restrições:

  • Evitar esforço físico e exercícios por cerca de 3 a 4 semanas
  • Dormir com a cabeceira elevada nas primeiras semanas
  • Não fumar antes e depois (risco de necrose de pele e má cicatrização)
  • Evitar exposição solar direta sobre as cicatrizes e usar proteção solar rigorosa
  • Evitar movimentos bruscos e tração na região operada nas primeiras semanas
  • Comparecer aos retornos e à remoção de pontos conforme orientado

Resultados

Início: Uma prévia do novo contorno já é percebida assim que o inchaço inicial diminui, mas o resultado natural aparece à medida que o edema cede completamente.

Expectativa realista: O deep plane facelift reposiciona os tecidos profundos e tende a oferecer um resultado mais natural e estável do que técnicas que tensionam apenas a pele. Ainda assim, não estanca o envelhecimento nem transforma a identidade do rosto. A durabilidade varia conforme genética, qualidade da pele, hábitos e cuidados; estudos e a experiência clínica sugerem boa longevidade, mas o processo natural de envelhecimento continua.

A cirurgia não é reversível. O envelhecimento natural continua após o procedimento, e a pele segue mudando com o tempo.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Inchaço (edema) e hematomas, especialmente nos primeiros dias
  • Dormência ou alteração temporária de sensibilidade na pele do rosto e orelhas
  • Sensação de repuxamento e desconforto local
  • Cicatrizes que ficam avermelhadas no início e tendem a clarear com o tempo
  • Assimetria temporária do sorriso ou da mímica até a completa recuperação dos tecidos

Riscos mais raros e graves:

  • Hematoma volumoso que pode exigir nova abordagem cirúrgica
  • Lesão de ramos do nervo facial, com fraqueza ou assimetria muscular (geralmente temporária, raramente permanente) — risco relevante por causa da dissecção no plano profundo
  • Necrose de pele, mais frequente em fumantes
  • Infecção da ferida operatória
  • Cicatrizes hipertróficas, queloides ou alargamento de cicatriz
  • Complicações relacionadas à anestesia, incluindo eventos tromboembólicos
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa e progressiva, especialmente assimétrica, ou inchaço súbito de um lado
  • Sangramento ativo ou hematoma que cresce rapidamente
  • Febre, vermelhidão quente, pus ou odor na ferida
  • Áreas de pele escurecida, arroxeada ou que não cicatriza
  • Dificuldade persistente para movimentar parte do rosto ou fechar os olhos
  • Falta de ar ou dor em panturrilha (procurar pronto-socorro imediatamente)

Antes

  • Realizar exames laboratoriais e avaliação pré-anestésica solicitados
  • Suspender tabagismo idealmente algumas semanas antes (orientação médica)
  • Interromper, sob orientação, medicamentos e suplementos que aumentam sangramento (ex.: anti-inflamatórios, alguns fitoterápicos)
  • Informar todas as medicações em uso e condições de saúde ao cirurgião e ao anestesista
  • Organizar acompanhante e ajuda nos primeiros dias do pós-operatório
  • Seguir o jejum e as orientações pré-operatórias da equipe

Depois

  • Usar curativo, faixa ou malha compressiva conforme orientado
  • Manter repouso relativo e dormir com a cabeceira elevada
  • Aplicar gelo conforme orientação para reduzir o edema nos primeiros dias
  • Não fumar e evitar bebidas alcoólicas durante a recuperação
  • Evitar sol direto e usar protetor solar rigoroso sobre as cicatrizes
  • Tomar as medicações prescritas e comparecer a todos os retornos para avaliação e remoção de pontos

Faixa de preço

R$ 30.000–R$ 120.000 por cirurgia

Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →

Valor médio de referência: R$ 55.000 por cirurgia

O que influencia o preço:

  • Experiência e treinamento específico do cirurgião plástico na técnica deep plane
  • Complexidade do caso e extensão da liberação no plano profundo
  • Procedimentos associados (pescoço, pálpebras, enxerto de gordura)
  • Custos de hospital, equipe de anestesia, internação e materiais
  • Cidade e região do país

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores praticados nas capitais.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. O deep plane tende a custar mais que a ritidoplastia tradicional por ser tecnicamente mais exigente e demorado. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Cirurgião plástico com registro no CRM, título de especialista (RQE) e treinamento específico na técnica deep plane

Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e especialização em Cirurgia Plástica; é recomendável verificar o título de especialista junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e perguntar sobre a experiência específica do cirurgião com lifting de plano profundo.

Cirurgia de médio a grande porte que exige avaliação pré-operatória, ambiente hospitalar e equipe de anestesia. "Deep plane" virou um termo de marketing muito usado; desconfie de promessas de resultado garantido, de ofertas sem estrutura cirúrgica ou de profissionais não habilitados, e confirme se o cirurgião realmente executa a dissecção em plano profundo.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o deep plane facelift e a ritidoplastia tradicional?

A principal diferença está no plano de dissecção. Na ritidoplastia tradicional, o cirurgião descola a pele do SMAS e tensiona essa camada separadamente (com dobras ou remoção). No deep plane, a dissecção desce para um plano abaixo do SMAS, libera os ligamentos faciais e reposiciona pele e SMAS juntos, como um bloco único. A proposta é reduzir a tensão sobre a pele e oferecer um resultado mais natural, em especial no terço médio. Ambas são cirurgias e a melhor escolha depende do caso e do cirurgião.

O deep plane realmente dura mais que outros liftings?

A literatura e a experiência clínica sugerem boa longevidade do deep plane, possivelmente superior à de técnicas que tensionam apenas a pele, porque o reposicionamento é feito nas estruturas de sustentação profundas. Ainda assim, não há um número exato: a durabilidade varia conforme genética, qualidade da pele, hábitos e cuidados. E nenhum lifting interrompe o envelhecimento, que continua após a cirurgia.

O deep plane facelift é mais arriscado?

É uma técnica tecnicamente mais exigente, com dissecção mais profunda e próxima a ramos do nervo facial, o que torna a experiência do cirurgião especialmente importante. Os riscos gerais são os de qualquer lifting (hematoma, infecção, problemas de cicatrização, alterações de sensibilidade) e, quando realizada por profissional habilitado e bem treinado, as taxas de complicações graves são baixas. A avaliação individual e a escolha do cirurgião são fundamentais.

O resultado fica com aspecto natural ou "esticado"?

O objetivo do deep plane é justamente um resultado natural: como pele e tecidos profundos são reposicionados juntos e a pele não é tracionada de forma isolada, tende-se a evitar o aspecto "ventoso" ou esticado. Mesmo assim, o resultado depende da técnica, da indicação correta e da habilidade do cirurgião — nenhuma técnica garante, por si só, naturalidade.

Quem pode fazer e como é a recuperação?

O deep plane é indicado para flacidez facial moderada a acentuada, em pessoas em bom estado de saúde e com expectativas realistas. A cirurgia é feita sob anestesia, então não há dor durante o procedimento. No pós-operatório são comuns inchaço, hematomas e desconforto, geralmente controlados com medicação. A maior parte do inchaço melhora em 2 a 3 semanas, e costuma-se recomendar afastamento de 2 a 3 semanas das atividades, conforme a evolução individual.

Alternativas a considerar

Procedimentos com objetivos próximos a Deep Plane Facelift (Lifting de Plano Profundo). A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

Profissionais em São José do Rio Preto

Ver todos →

Procedimentos relacionados