Ritidoplastia (Lifting Facial Cirúrgico)
Também conhecido como: ritidoplastia, ritidectomia, lifting facial, facelift
A ritidoplastia é o nome médico oficial, adotado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), para o lifting facial cirúrgico. Trata-se de uma cirurgia que reposiciona os tecidos profundos do rosto, trabalha a camada muscular (SMAS) e remove o excesso de pele para corrigir a flacidez e os sulcos do envelhecimento. O termo vem do grego (rhytis, ruga; plastia, modelar) e descreve a cirurgia de rejuvenescimento da face por excelência, realizada em ambiente hospitalar por cirurgião plástico.
- Sessões
- 1 sessão
- Recuperação
- 3 semanas
- Resultado dura
- Semipermanente
- Faixa de preço
- R$ 18.000–R$ 70.000 por cirurgia
- Anestesia
- geral
Para que serve
Serve para tratar a flacidez e a queda dos tecidos da face e do pescoço causadas pelo envelhecimento, redefinindo o contorno mandibular, suavizando sulcos profundos e bandas cervicais e devolvendo um aspecto mais firme e descansado — sem mudar a identidade do rosto. É a solução cirúrgica indicada quando a flacidez já não responde a tratamentos não cirúrgicos como ultrassom microfocado ou radiofrequência.
Como funciona
Com o passar dos anos, a pele perde colágeno e elastina, a gordura facial muda de posição e os ligamentos que sustentam a face afrouxam. O resultado é a descida dos tecidos, o aprofundamento dos sulcos nasogenianos e das linhas de marionete, o surgimento das "papadas" laterais (jowls) e a perda de definição do contorno da mandíbula e do pescoço. A ritidoplastia atua justamente nessas camadas profundas — e não apenas na superfície da pele.
Durante a cirurgia, o cirurgião plástico faz incisões posicionadas de forma estratégica, em geral contornando a orelha e seguindo pela linha do couro cabeludo, para que as cicatrizes fiquem o mais discretas possível. Em seguida, ele descola e reposiciona o SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial), a camada que dá sustentação à face. Só então o excesso de pele é redistribuído e o excedente removido, sem tensão exagerada, para evitar o temido aspecto "esticado" ou de "rosto de vento".
Existem diferentes técnicas de ritidoplastia, e a escolha é individual: o lifting de SMAS (a abordagem clássica, que pode ser por plicatura ou ressecção do SMAS), o lifting de plano profundo (deep plane), que solta ligamentos mais internos, e variações menos extensas como o mini-lifting. Há ainda os liftings setoriais, que tratam apenas um terço da face (superior, médio ou inferior). A ritidoplastia clássica trata a face média e inferior, frequentemente associada ao tratamento do pescoço (cervicoplastia ou platismoplastia).
Diferente de tratamentos como ultrassom microfocado (HIFU) ou radiofrequência, que estimulam colágeno de forma gradual e são indicados para flacidez leve, a ritidoplastia é uma solução cirúrgica para flacidez moderada a importante. Por isso exige avaliação criteriosa, exames pré-operatórios e expectativas realistas: ela trata a flacidez existente, mas não interrompe o envelhecimento, que continua acontecendo. Muitas vezes é combinada a outros procedimentos — como cirurgia das pálpebras (blefaroplastia), lifting de sobrancelha ou enxerto de gordura — para um rejuvenescimento mais harmônico do rosto como um todo.
Indicações
- Flacidez moderada a acentuada da face, especialmente do terço inferior
- Queda dos tecidos das bochechas e formação de papadas laterais na mandíbula (jowls)
- Sulcos nasogenianos e linhas de marionete profundos
- Perda de definição do contorno mandibular e do ângulo cervical
- Flacidez de pescoço e bandas do músculo platisma (frequentemente tratadas em conjunto)
- Aspecto cansado ou envelhecido que não responde mais a tratamentos não cirúrgicos
- Pacientes em bom estado geral de saúde e com expectativas realistas
Contraindicações
- Doenças sistêmicas descompensadas (cardíacas, pulmonares, renais ou hepáticas graves)
- Distúrbios de coagulação não controlados
- Infecção ativa na área a ser operada
- Impossibilidade de suspender medicações anticoagulantes quando indicado pela equipe médica
Atenção / avaliar com o profissional:
- Tabagismo ativo (aumenta muito o risco de necrose de pele; recomenda-se cessar antes e depois)
- Diabetes mal controlado
- Hipertensão arterial não controlada
- Tendência a cicatrizes hipertróficas ou queloides
- Gravidez e amamentação
- Expectativas irreais ou transtornos relacionados à imagem corporal (ex.: dismorfia)
Não é candidato ideal quem tem apenas flacidez leve (que costuma responder a tratamentos não cirúrgicos), quem não consegue interromper o tabagismo no período recomendado, quem apresenta doenças não compensadas ou quem busca interromper o envelhecimento ou mudar radicalmente a identidade do rosto. A indicação só deve ser feita após avaliação presencial, anamnese completa e exames pré-operatórios.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação e planejamento pré-operatório · 60 minutos
Consulta com o cirurgião plástico para análise da face, da qualidade da pele e do grau de flacidez, definição da técnica (SMAS, plano profundo, mini-lifting), solicitação de exames laboratoriais e avaliação pré-anestésica. É o momento de alinhar expectativas e discutir riscos.
- 2
Marcação e anestesia · 30 minutos
No dia da cirurgia, a equipe realiza a marcação das incisões com o paciente sentado e administra a anestesia (geral ou sedação com anestesia local), em ambiente hospitalar com monitorização contínua.
- 3
Incisões e tratamento do SMAS · 150 minutos
São feitas as incisões discretas contornando a orelha e seguindo a linha capilar; o cirurgião descola e reposiciona a camada SMAS e os tecidos profundos, restaurando o suporte da face. Quando indicado, trata-se também o pescoço (platisma).
- 4
Redistribuição da pele e sutura · 60 minutos
O excesso de pele é redistribuído sem tensão excessiva e o excedente é removido; as incisões são suturadas em planos e, quando necessário, são posicionados drenos e curativo compressivo.
- 5
Recuperação imediata e alta · 1 dias
Acompanhamento no pós-operatório imediato em sala de recuperação; a alta pode ser no mesmo dia ou após internação curta, com orientações de cuidados, agendamento de retornos e remoção de pontos.
Recuperação
Inchaço (edema) e hematomas são intensos nos primeiros dias e melhoram bastante em 2 a 3 semanas; o resultado final se consolida ao longo de meses, com a acomodação dos tecidos e o amadurecimento das cicatrizes.
Afastamento do trabalho: Costuma-se recomendar de 2 a 3 semanas de afastamento, dependendo da atividade e da evolução individual. A aparência social satisfatória, com cicatrizes mais discretas, geralmente ocorre após 3 a 4 semanas.
Cuidados e restrições:
- Evitar esforço físico e exercícios intensos por cerca de 3 a 4 semanas
- Dormir com a cabeceira elevada nas primeiras semanas para reduzir o inchaço
- Não fumar antes e depois (risco de necrose de pele e má cicatrização)
- Evitar exposição solar direta sobre as cicatrizes e usar proteção solar rigorosa
- Evitar química, tração e calor intenso no cabelo da região operada nas primeiras semanas
- Comparecer aos retornos e à remoção de pontos conforme orientado
Resultados
Início: Uma prévia do novo contorno já é percebida assim que o inchaço inicial diminui, mas o resultado natural aparece à medida que o edema cede ao longo das semanas.
A cirurgia não é reversível. O envelhecimento natural continua após o procedimento, e a pele segue mudando com o tempo. Ajustes futuros, quando desejados, exigem nova avaliação cirúrgica.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Inchaço (edema) e hematomas (roxos), especialmente nos primeiros dias
- Dormência ou alteração temporária de sensibilidade na pele do rosto, das orelhas e do pescoço
- Sensação de repuxamento e desconforto local
- Cicatrizes que ficam avermelhadas no início e tendem a clarear e amadurecer com o tempo
Riscos mais raros e graves:
- Hematoma volumoso que pode exigir nova abordagem cirúrgica de urgência
- Lesão de ramos do nervo facial, com fraqueza ou assimetria muscular (geralmente temporária, raramente permanente)
- Necrose de pele, mais frequente em fumantes e em casos de tensão excessiva
- Infecção da ferida operatória
- Cicatrizes hipertróficas, queloides ou alargamento de cicatriz
- Alteração na posição do lóbulo da orelha ("orelha de duende") ou queda do cabelo na linha das incisões
- Complicações relacionadas à anestesia, incluindo eventos tromboembólicos
- Dor intensa e progressiva, especialmente assimétrica, ou inchaço súbito de um lado do rosto
- Sangramento ativo ou hematoma que cresce rapidamente
- Febre, vermelhidão quente, pus ou odor na ferida operatória
- Áreas de pele escurecida, arroxeada ou que não cicatriza
- Dificuldade para movimentar parte do rosto ou para fechar o olho
- Falta de ar, dor no peito ou dor em panturrilha (procurar pronto-socorro imediatamente)
Antes
- Realizar exames laboratoriais e avaliação pré-anestésica solicitados
- Suspender o tabagismo idealmente algumas semanas antes, conforme orientação médica
- Interromper, sob orientação, medicamentos e suplementos que aumentam o sangramento (ex.: anti-inflamatórios, alguns fitoterápicos)
- Informar todas as medicações em uso, alergias e condições de saúde ao cirurgião e ao anestesista
- Organizar acompanhante e ajuda nos primeiros dias do pós-operatório
- Seguir o jejum e as demais orientações pré-operatórias da equipe
Depois
- Usar curativo, faixa ou malha compressiva conforme orientado
- Manter repouso relativo e dormir com a cabeceira elevada nas primeiras semanas
- Aplicar compressas frias conforme orientação para reduzir o edema nos primeiros dias
- Não fumar e evitar bebidas alcoólicas durante toda a recuperação
- Evitar sol direto e usar protetor solar rigoroso sobre as cicatrizes
- Tomar as medicações prescritas e comparecer a todos os retornos para avaliação e remoção de pontos
Faixa de preço
Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →
Valor médio de referência: R$ 35.000 por cirurgia
O que influencia o preço:
- Experiência e reputação do cirurgião plástico
- Complexidade e técnica utilizada (lifting de SMAS, plano profundo, mini-lifting)
- Procedimentos associados (pescoço, pálpebras, enxerto de gordura)
- Custos de hospital, equipe de anestesia e materiais
- Cidade e região do país
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores praticados nas capitais.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial e do plano cirúrgico individual.
Quem realiza
Profissionais: Cirurgião plástico com registro no CRM e título de especialista (RQE)
Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e especialização em Cirurgia Plástica; é recomendável verificar o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) e a filiação à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Perguntas frequentes
Ritidoplastia e lifting facial são a mesma coisa?
Sim. Ritidoplastia é o nome técnico, adotado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, para o que popularmente se chama de lifting facial ou facelift. O termo ritidectomia também é usado. Todos se referem à cirurgia que reposiciona os tecidos profundos do rosto e remove o excesso de pele para tratar a flacidez.
A ritidoplastia deixa o rosto com aspecto artificial ou "esticado"?
Quando bem indicada e executada, o objetivo é justamente um resultado natural: a técnica moderna trata as camadas profundas (SMAS) e redistribui a pele sem tensão exagerada. O aspecto artificial costuma estar associado a excesso de tração na pele. Por isso a escolha de um cirurgião plástico habilitado é fundamental.
Quanto tempo dura o resultado da ritidoplastia?
Não há um número exato, pois o envelhecimento continua após a cirurgia. Em média, os benefícios se mantêm por vários anos, variando conforme genética, qualidade da pele, hábitos de vida e cuidados. A ritidoplastia suaviza os sinais, mas não interrompe o processo natural de envelhecimento.
Qual a diferença entre a ritidoplastia e os liftings por terços (terço médio, inferior, superior)?
A ritidoplastia clássica trata a face média e inferior de forma ampla, em geral associada ao pescoço. Os liftings setoriais (terço superior, médio ou inferior) concentram-se apenas em uma região específica e podem ser indicados quando o envelhecimento se restringe a essa área. A escolha depende de onde a flacidez se concentra e é definida em consulta.
Qual a diferença entre a ritidoplastia e tratamentos como HIFU ou radiofrequência?
HIFU (ultrassom microfocado) e radiofrequência são tratamentos não cirúrgicos que estimulam colágeno de forma gradual e são indicados para flacidez leve, sem remover pele. A ritidoplastia é uma cirurgia que reposiciona tecidos e remove o excesso de pele, indicada para flacidez moderada a acentuada. São abordagens diferentes para graus diferentes de flacidez.
A cirurgia dói e como é a recuperação?
A cirurgia é feita sob anestesia, então não há dor durante o procedimento. No pós-operatório é comum desconforto, inchaço e hematomas, geralmente controlados com medicação. A maior parte do inchaço melhora em 2 a 3 semanas, e costuma-se recomendar afastamento de 2 a 3 semanas das atividades, conforme a evolução individual.
Alternativas a considerar
Procedimentos com objetivos próximos a Ritidoplastia (Lifting Facial Cirúrgico). A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.
- Ultraformer III (HIFU) Não invasivo
Ultrassom microfocado (HIFU) não cirúrgico, opção para flacidez leve a moderada em quem não quer ou não pode operar.
Comparar Ritidoplastia (Lifting Facial Cirúrgico) vs Ultraformer III (HIFU) → - Thermage FLX Não invasivo
Radiofrequência para firmeza da pele sem cirurgia, indicada para flacidez leve e melhora da qualidade da pele.
Comparar Ritidoplastia (Lifting Facial Cirúrgico) vs Thermage FLX → - Mini-Lifting Cirúrgico
Versão menos extensa da ritidoplastia, com incisões reduzidas, indicada para flacidez mais discreta e recuperação mais rápida.
Comparar Ritidoplastia (Lifting Facial Cirúrgico) vs Mini-Lifting → - Fios de PDO Espiculados (Sustentação) Minimamente invasivo
Fios de sustentação para reposicionamento discreto dos tecidos sem cirurgia, opção temporária para flacidez leve a moderada.
Comparar Ritidoplastia (Lifting Facial Cirúrgico) vs Fios de PDO Espiculados (Sustentação) →
Referências
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
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