Minimamente invasivo

Eletrocauterização

Também conhecido como: Eletrocirurgia, Electric Cauterization

A eletrocauterização é uma técnica dermatológica que usa uma corrente elétrica de alta frequência para gerar calor controlado e remover ou destruir lesões superficiais da pele, como verrugas, pequenos sinais e queratoses. É feita em consultório, geralmente com anestesia local.

verrugasqueratosenevossinais
Ilustração de dermatologista realizando eletrocauterização de pequena lesão na pele com ponteira de eletrocautério em ambiente de consultório.
Sessões
1–3 sessões
Recuperação
10 dias
Resultado dura
Permanente
Faixa de preço
R$ 150–R$ 1.200 por sessão
Anestesia
local

Para que serve

Serve para remover lesões benignas e superficiais da pele, como verrugas vulgares, verrugas filiformes, queratose seborreica, pequenos nevos (sinais), acrocórdons (papilomas/pólipos fibroepiteliais) e algumas lesões vasculares pequenas. A indicação e a confirmação de que a lesão é benigna devem sempre partir de avaliação médica.

Como funciona

A eletrocauterização faz parte do grupo de técnicas chamadas eletrocirurgia. O aparelho gera uma corrente elétrica de alta frequência que, ao entrar em contato com o tecido por meio de uma ponteira (eletrodo), produz calor de forma muito localizada. Esse calor destrói as células da lesão e, ao mesmo tempo, coagula pequenos vasos, o que reduz o sangramento durante o procedimento.

Antes de aplicar a corrente, o dermatologista costuma anestesiar a região com anestésico local para que o procedimento seja confortável. Dependendo do tamanho e do tipo da lesão, o médico pode apenas cauterizar a superfície ou combinar a técnica com curetagem (raspagem) para remover a lesão por completo.

O procedimento é rápido, em geral de poucos minutos por lesão, e costuma ser feito no próprio consultório, sem necessidade de internação. Após a destruição da lesão, forma-se uma pequena casquinha (crosta) que cicatriza naturalmente ao longo dos dias seguintes.

É importante destacar que, quando há qualquer suspeita de lesão maligna ou dúvida diagnóstica, o ideal é remover a lesão de forma que permita exame histopatológico (biópsia). A simples cauterização destrói o tecido e pode inviabilizar essa análise, por isso a decisão sobre a técnica é sempre médica.

Tecnologia: Bisturi elétrico / eletrocautério (unidade eletrocirúrgica de alta frequência) com ponteira ou eletrodo aplicado sobre a lesão.

Indicações

  • Verrugas vulgares, filiformes e plantares selecionadas
  • Queratose seborreica
  • Acrocórdons (pólipos fibroepiteliais / papilomas pequenos)
  • Pequenos nevos e sinais benignos com indicação médica
  • Pequenas lesões vasculares superficiais, como angiomas rubi
  • Granulomas e lesões benignas elevadas de pequeno porte

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Suspeita de lesão maligna sem investigação diagnóstica prévia (nesses casos é necessária biópsia/exame histopatológico)
  • Portadores de marca-passo ou desfibrilador implantável sem liberação e adaptação técnica, pela interferência da corrente de alta frequência
  • Infecção ativa na pele do local a ser tratado

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Histórico de cicatrização anormal, como queloides ou cicatrizes hipertróficas
  • Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes
  • Diabetes descompensado ou condições que prejudiquem a cicatrização
  • Gestação (avaliar adiamento de procedimentos eletivos)
  • Pele muito bronzeada ou fototipos altos, pelo maior risco de alteração de cor na cicatriz

Não é candidato quem apresenta lesão com características suspeitas de câncer de pele (que exige biópsia), quem tem infecção ativa no local, e pessoas com dispositivos cardíacos implantáveis sem avaliação e liberação específica. A decisão final cabe sempre ao dermatologista após exame da lesão.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e diagnóstico da lesão · 10 minutos

    O dermatologista examina a lesão, muitas vezes com dermatoscópio, para confirmar que é benigna e adequada para eletrocauterização. Em caso de dúvida, pode indicar biópsia em vez de cauterizar.

  2. 2

    Antissepsia e anestesia local · 10 minutos

    A área é limpa e higienizada. Em seguida, aplica-se anestésico local (injetável ou tópico) para que o procedimento seja confortável.

  3. 3

    Aplicação da corrente elétrica · 5 minutos

    Com a ponteira do eletrocautério, o médico aplica a corrente sobre a lesão, destruindo o tecido por calor. Quando necessário, combina com curetagem para remover a lesão por completo.

  4. 4

    Curativo e orientações · 5 minutos

    A área é limpa, aplica-se curativo simples ou pomada cicatrizante e o paciente recebe orientações de cuidado em casa, como evitar molhar e proteger do sol.

Recuperação

Forma-se uma crosta que costuma cair entre 7 e 14 dias. A pele permanece avermelhada por algumas semanas, clareando progressivamente.

Afastamento do trabalho: Em geral não há necessidade de afastamento. É possível retomar as atividades no mesmo dia, com cuidados locais.

Cuidados e restrições:

  • Não retirar a crosta antes que caia naturalmente
  • Evitar exposição solar direta na área e usar protetor solar para reduzir risco de mancha
  • Manter a região limpa e seguir a aplicação de pomada conforme orientação médica
  • Evitar piscina, mar e atividades com muita transpiração até a cicatrização inicial
  • Não usar maquiagem ou cosméticos na área enquanto houver ferida aberta

Resultados

Início: A lesão é removida imediatamente; o resultado estético final é visto após a cicatrização completa.

Expectativa realista: A lesão tratada costuma ser removida de forma definitiva. No entanto, algumas condições (como verrugas, que têm causa viral) podem reaparecer no mesmo local ou em outras áreas, exigindo novo tratamento. Pode haver cicatriz ou alteração de cor da pele no local, geralmente discreta. O resultado não é uma garantia e depende do tipo de lesão e da cicatrização individual.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Vermelhidão e leve inchaço no local
  • Formação de crosta
  • Ardência ou desconforto leve após passar a anestesia
  • Pequena descoloração temporária da pele (mais clara ou mais escura)

Riscos mais raros e graves:

  • Cicatriz permanente, incluindo queloide em pessoas predispostas
  • Infecção secundária da ferida, que pode exigir antibiótico
  • Hiperpigmentação ou hipopigmentação persistente, mais comum em peles morenas e negras
  • Queimadura mais profunda que o previsto, com retardo de cicatrização
  • Recidiva da lesão exigindo novo procedimento
  • Em raras situações, deixar de diagnosticar uma lesão maligna por não ter sido feita biópsia
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa ou crescente após o procedimento
  • Vermelhidão que se espalha, calor local, pus ou secreção com mau cheiro
  • Febre
  • Sangramento que não para com compressão
  • Recrescimento ou mudança de aspecto da lesão tratada

Antes

  • Informar o médico sobre uso de anticoagulantes, marca-passo, alergias e histórico de cicatrização ruim
  • Evitar exposição solar intensa na área nos dias anteriores
  • Comparecer com a pele limpa, sem maquiagem ou cosméticos na região
  • Esclarecer com o dermatologista se a lesão precisa de biópsia antes da remoção

Depois

  • Manter a área limpa e seca conforme orientação médica
  • Aplicar a pomada cicatrizante prescrita no horário indicado
  • Não cutucar nem remover a crosta antecipadamente
  • Usar protetor solar e evitar sol direto na cicatriz por várias semanas
  • Evitar piscina, mar, sauna e exercícios intensos até a cicatrização inicial
  • Procurar o médico se notar sinais de infecção ou cicatrização anormal

Faixa de preço

R$ 150–R$ 1.200 por sessão

Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →

Valor médio de referência: R$ 400 por sessão

O que influencia o preço:

  • Número e tamanho das lesões tratadas
  • Tipo da lesão e complexidade da remoção
  • Necessidade de exame histopatológico (biópsia) associado
  • Localização e estrutura da clínica
  • Experiência e formação do profissional

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Médico dermatologista, Médico com formação e habilitação em cirurgia dermatológica

Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM). A avaliação e a remoção de lesões de pele são atos médicos.

A segurança depende do uso de equipamento regularizado e da avaliação médica da lesão. Toda lesão com características suspeitas deve ser investigada (biópsia) antes ou em vez da cauterização.

Perguntas frequentes

A eletrocauterização dói?

O procedimento é feito com anestesia local, então durante a aplicação o desconforto costuma ser mínimo. Depois que o efeito da anestesia passa, pode haver ardência ou sensibilidade leve no local por algumas horas.

Fica cicatriz depois da eletrocauterização?

Pode ficar uma marca, geralmente discreta, que tende a clarear com o tempo. O risco de cicatriz mais visível ou de mancha é maior em peles morenas e negras e em pessoas com tendência a queloide. Os cuidados pós e a proteção solar ajudam a reduzir esse risco.

A lesão pode voltar a aparecer?

Algumas lesões podem voltar, principalmente verrugas, que têm origem viral. Nesses casos, pode ser necessário repetir o tratamento. Lesões como queratose seborreica e acrocórdons geralmente não voltam no mesmo ponto após a remoção completa.

Posso voltar ao trabalho no mesmo dia?

Na maioria dos casos sim, pois é um procedimento ambulatorial e rápido. Basta seguir os cuidados com a ferida, manter a área protegida e evitar sol direto e atividades que causem muita transpiração nos primeiros dias.

Como sei se minha lesão pode ser tratada com eletrocauterização?

Apenas o dermatologista pode definir isso após examinar a lesão. Se houver qualquer suspeita de que a lesão não seja benigna, o médico pode indicar uma biópsia em vez da cauterização, para garantir o diagnóstico correto.

Alternativas a considerar

Procedimentos com objetivos próximos a Eletrocauterização. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

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