Abdominoplastia
Também conhecido como: dermolipectomia abdominal, abdominoplastia completa
A abdominoplastia é uma cirurgia plástica que remove o excesso de pele e de gordura da parede abdominal e, na maioria dos casos, corrige a separação dos músculos retos (diástase) por meio de sutura. O objetivo é um abdômen mais plano e firme.
- Sessões
- 1
- Recuperação
- 30 dias
- Resultado dura
- 3–6 meses
- Faixa de preço
- R$ 12.000–R$ 35.000 por procedimento
- Anestesia
- geral
Para que serve
Serve para tratar flacidez de pele que não melhora com dieta ou exercício, sobras de pele após grande perda de peso ou gestações, e a diástase abdominal (afastamento dos músculos). Não é um método de emagrecimento.
Como funciona
A abdominoplastia clássica é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia, geralmente com internação. O cirurgião faz uma incisão horizontal na parte baixa do abdômen, em geral escondida pela linha do biquíni ou da roupa íntima, de quadril a quadril, e costuma reposicionar o umbigo.
Após abrir o retalho de pele e gordura, o cirurgião identifica a diástase dos músculos retos abdominais e os aproxima com pontos internos, recriando uma 'cinta' muscular firme. Em seguida, o excesso de pele e de gordura da parede abdominal é removido e o retalho restante é tracionado para baixo e suturado.
É comum o uso de drenos para evitar acúmulo de líquido (seroma) e a indicação de cinta compressiva no pós-operatório. Muitas vezes a abdominoplastia é combinada com lipoaspiração (lipoabdominoplastia) para refinar o contorno.
O resultado depende da técnica, da qualidade da pele, do tabagismo e de cuidados no pós-operatório. A cicatriz é definitiva, ainda que tenda a clarear e amadurecer ao longo de meses a um ano e meio.
Indicações
- Flacidez de pele abdominal que não melhora com exercício ou dieta
- Diástase dos músculos retos abdominais, comum após gestações
- Excesso de pele após grande perda de peso ou cirurgia bariátrica
- Estrias e flacidez na região abaixo do umbigo (avental abdominal)
- Pessoas com peso estável e expectativas realistas que já concluíram o planejamento familiar
Contraindicações
- Gravidez ou planejamento de gestação a curto prazo
- Doenças graves descompensadas (cardíacas, pulmonares, hepáticas) sem liberação médica
- Distúrbios de coagulação não controlados
- Infecção ativa na região a ser operada
Atenção / avaliar com o profissional:
- Tabagismo ativo, pelo risco aumentado de necrose de pele e má cicatrização
- Obesidade com IMC elevado e peso instável
- Diabetes mal controlada
- Histórico de trombose venosa profunda ou embolia
- Expectativas irreais sobre o resultado
Não é candidato ideal quem ainda pretende engravidar, quem não atingiu um peso estável, quem fuma e não consegue parar antes da cirurgia, ou quem busca emagrecer. Nesses casos, o cirurgião pode adiar ou contraindicar o procedimento.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação e preparo pré-operatório · 30 minutos
Consulta com cirurgião plástico, avaliação do abdômen e da diástase, exames laboratoriais e cardiológicos, e liberação anestésica. Orientações sobre suspensão do tabagismo e de medicamentos que aumentam sangramento.
- 2
Anestesia e marcação · 30 minutos
No dia da cirurgia, o paciente recebe anestesia (geral ou peridural com sedação) e o cirurgião marca as incisões com o paciente em pé e deitado para planejar a retirada de pele.
- 3
Incisão e descolamento · 45 minutos
É feita a incisão horizontal baixa, posicionada para ficar escondida pela roupa íntima, e o retalho de pele e gordura é descolado da parede abdominal até expor os músculos.
- 4
Correção da diástase · 30 minutos
Os músculos retos abdominais afastados são aproximados com pontos internos (plicatura), recriando o tônus da parede abdominal.
- 5
Remoção do excesso e fechamento · 60 minutos
O excesso de pele e gordura é retirado, o umbigo é reposicionado, drenos podem ser colocados e a incisão é suturada em camadas. Ao final, coloca-se curativo e cinta compressiva.
Recuperação
As primeiras 2 semanas exigem repouso relativo, com retorno gradual às atividades leves. A recuperação completa, incluindo cicatrização interna, leva de 4 a 8 semanas.
Afastamento do trabalho: Em média 2 a 4 semanas de afastamento, dependendo do tipo de trabalho. Atividades que exigem esforço físico podem demandar mais tempo.
Cuidados e restrições:
- Evitar esforço físico, levantar peso e abdominais por cerca de 30 a 60 dias
- Uso contínuo de cinta compressiva conforme orientação médica
- Caminhar levemente desde os primeiros dias para reduzir risco de trombose, mas sem esticar a cicatriz
- Não fumar durante todo o período de cicatrização
- Evitar exposição solar direta na cicatriz por vários meses
Resultados
Início: O contorno mais plano é percebido logo após a cirurgia, mas o inchaço inicial mascara o resultado; o aspecto final aparece à medida que o edema regride.
A remoção de pele e a cicatriz são permanentes e não reversíveis. Grandes variações de peso ou novas gestações podem comprometer o resultado.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Dor, inchaço e hematomas nas primeiras semanas
- Sensação de repuxamento e postura levemente curvada nos primeiros dias
- Dormência temporária na região abaixo do umbigo
- Cicatriz visível na parte baixa do abdômen
Riscos mais raros e graves:
- Trombose venosa profunda e embolia pulmonar, que podem ser fatais
- Necrose de pele, mais frequente em fumantes
- Seroma (acúmulo de líquido) e hematoma volumoso que exigem drenagem
- Infecção e deiscência (abertura) da ferida
- Cicatriz hipertrófica ou queloide e alterações de sensibilidade duradouras
- Complicações anestésicas
- Dor intensa ou inchaço assimétrico em uma das pernas (possível trombose)
- Falta de ar, dor no peito ou batimentos acelerados (possível embolia)
- Febre, vermelhidão, calor ou saída de secreção com odor na ferida
- Sangramento abundante ou aumento súbito do volume abdominal
- Áreas de pele escurecida ou enegrecida na ferida
Antes
- Suspender o tabagismo idealmente 4 a 6 semanas antes e depois da cirurgia
- Realizar todos os exames e obter liberação cardiológica e anestésica
- Suspender, sob orientação médica, anticoagulantes e medicamentos que aumentam sangramento
- Atingir e manter um peso estável antes da cirurgia
- Organizar acompanhante e repouso para o pós-operatório
Depois
- Usar a cinta compressiva pelo período indicado pelo cirurgião
- Cuidar dos drenos e curativos conforme orientação e comparecer aos retornos
- Caminhar levemente desde cedo para reduzir risco de trombose, sem esticar a cicatriz
- Evitar esforço, peso e exercícios abdominais até liberação médica
- Manter hidratação, alimentação adequada e proteger a cicatriz do sol
- Tomar a medicação prescrita e relatar qualquer sinal de alerta imediatamente
Faixa de preço
Valor médio de referência: R$ 20.000 por procedimento
O que influencia o preço:
- Experiência e titulação do cirurgião plástico
- Hospital ou clínica e taxas de centro cirúrgico e internação
- Honorários do anestesista e equipe
- Combinação com lipoaspiração ou outras cirurgias
- Cidade e região do país
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.
Quem realiza
Profissionais: Cirurgião plástico com registro no CRM e título de especialista
Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM); recomenda-se título de especialista em Cirurgia Plástica reconhecido pela SBCP/AMB.
Perguntas frequentes
Abdominoplastia serve para emagrecer?
Não. A abdominoplastia remove pele e gordura sobrando e corrige a diástase, mas não é um método de emagrecimento. O ideal é estar com o peso estável antes da cirurgia.
A cicatriz fica muito aparente?
A cicatriz é horizontal na parte baixa do abdômen, posicionada para ficar escondida pela roupa íntima ou biquíni. Ela é permanente, mas tende a clarear e amadurecer ao longo de meses a até um ano e meio.
Posso engravidar depois da abdominoplastia?
Engravidar é possível, mas uma nova gestação pode esticar a pele e desfazer parte da correção dos músculos. Por isso, costuma-se recomendar a cirurgia após concluir o planejamento familiar.
Quanto tempo leva a recuperação?
As duas primeiras semanas exigem repouso relativo, e o retorno ao trabalho costuma levar de 2 a 4 semanas. A recuperação completa, com cicatrização interna, leva de 4 a 8 semanas, e exercícios intensos só após liberação médica.
Quais são os riscos mais sérios?
Os riscos graves, embora pouco frequentes, incluem trombose e embolia pulmonar, necrose de pele (mais comum em fumantes), seroma, infecção e complicações anestésicas. Por isso a seleção do paciente e o ambiente hospitalar adequado são fundamentais.
Referências
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
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