Peeling Pirúvico
Também conhecido como: peeling com ácido pirúvico
O peeling pirúvico é um peeling químico que usa o ácido pirúvico, um alfacetoácido capaz de agir entre as camadas superficial e média da pele. É indicado para renovação cutânea quando peelings mais suaves não bastam.
- Sessões
- 4–6
- Recuperação
- 7 dias
- Resultado dura
- 3–6 meses
- Faixa de preço
- R$ 250–R$ 900 por sessão
- Anestesia
- nenhuma
Para que serve
Serve para promover renovação celular controlada, ajudando a melhorar a textura da pele, atenuar manchas e marcas, suavizar rugas finas a moderadas e tratar pele oleosa ou acneica. É um peeling de força intermediária, mais penetrante que o glicólico ou mandélico, mas menos agressivo que o fenol.
Como funciona
O ácido pirúvico é um alfacetoácido (forma derivada do ácido lático) com baixo peso molecular, o que permite boa penetração na pele. Aplicado em concentrações que costumam variar entre 40% e 70%, ele provoca uma esfoliação química controlada: rompe as ligações entre as células mortas da camada córnea e estimula a renovação das camadas mais profundas da epiderme e a parte superficial da derme.
Durante a aplicação, o ácido permanece sobre a pele por um tempo determinado pelo médico, monitorando os sinais clínicos (vermelhidão e leve esbranquiçamento). Em seguida, é neutralizado ou removido. Nas semanas seguintes, a pele descama de forma leve a moderada e dá lugar a uma camada mais uniforme, com melhora gradual de textura e tom.
Além da esfoliação, o ácido pirúvico tem ação queratolítica e sebostática (reduz oleosidade) e estimula, ao longo do tempo, a produção de colágeno na derme. Por isso é usado tanto em peles acneicas quanto em protocolos de fotoenvelhecimento e melasma. Costuma ser realizado em séries de poucas sessões espaçadas, sempre por dermatologista.
Indicações
- Pele com textura irregular e aspecto opaco
- Manchas e tons desiguais (hipercromias pós-inflamatórias e fotoenvelhecimento)
- Rugas finas a moderadas
- Pele oleosa e acneica, incluindo acne ativa leve a moderada
- Melasma, como parte de protocolo orientado por dermatologista
- Renovação cutânea quando peelings superficiais não trouxeram resultado suficiente
Contraindicações
- Gestação e amamentação
- Infecção ativa na área (herpes em atividade, impetigo, feridas abertas)
- Uso recente de isotretinoína oral (respeitar o intervalo orientado pelo médico)
- Alergia conhecida ao ácido pirúvico ou aos componentes da fórmula
Atenção / avaliar com o profissional:
- Peles muito sensíveis ou com dermatite em atividade (rosácea, dermatite atópica)
- Histórico de cicatrização anormal ou queloides
- Fototipos mais altos, pelo maior risco de hiperpigmentação pós-inflamatória
- Exposição solar recente ou bronzeamento ativo
- Histórico de herpes labial de repetição (pode exigir profilaxia antiviral)
Não é candidato quem está gestante ou amamentando, tem infecção ativa na região, usou isotretinoína recentemente, está com a pele bronzeada ou irritada, ou busca resultado de rugas profundas e flacidez acentuada, que exigem outras abordagens. A avaliação dermatológica define a indicação e a concentração adequada.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação e preparo da pele · 15 minutos
Consulta com dermatologista para avaliar fototipo, indicação e contraindicações. Em geral, há um preparo prévio em casa por algumas semanas (clareadores e/ou ácidos suaves) para uniformizar a resposta da pele e reduzir riscos.
- 2
Higienização e desengorduramento · 10 minutos
No dia da sessão, a pele é limpa e desengordurada para remover oleosidade e resíduos, garantindo penetração uniforme do ácido. Áreas sensíveis (cantos do nariz, lábios e olhos) podem receber proteção.
- 3
Aplicação do ácido pirúvico · 15 minutos
O médico aplica o ácido pirúvico em camadas, controlando o tempo de contato e observando os sinais clínicos da pele (vermelhidão e leve esbranquiçamento). Pode haver sensação de ardência ou calor durante a aplicação.
- 4
Neutralização e finalização · 10 minutos
Quando atingido o ponto desejado, o ácido é neutralizado ou removido. Aplicam-se calmantes, hidratante e protetor solar. O médico orienta os cuidados domiciliares e o intervalo até a próxima sessão.
Recuperação
Nos primeiros dias há vermelhidão e, ao longo de 3 a 7 dias, descamação leve a moderada. A maioria das pessoas mantém a rotina, evitando exposição solar e usando hidratante e protetor solar.
Afastamento do trabalho: Em geral não exige afastamento. A descamação pode ser perceptível por alguns dias, o que algumas pessoas preferem programar para um período mais tranquilo.
Cuidados e restrições:
- Evitar exposição solar direta e usar protetor solar de amplo espectro de forma rigorosa
- Não esfregar, coçar ou puxar a pele que está descamando
- Suspender ácidos, esfoliantes e retinoides domiciliares até liberação médica
- Evitar sauna, piscina e atividades com muito suor nos primeiros dias
- Manter hidratação intensa da pele conforme orientação
Resultados
Início: A pele tende a ficar mais luminosa e uniforme após a descamação, com melhora progressiva ao longo da série de sessões.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Vermelhidão e sensação de calor ou ardência logo após a aplicação
- Descamação leve a moderada nos dias seguintes
- Ressecamento e leve sensibilidade da pele
- Sensação temporária de repuxamento
Riscos mais raros e graves:
- Hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras), mais provável em fototipos altos e com exposição solar
- Hipopigmentação (manchas claras)
- Queimadura química com formação de crostas se o tempo de contato for excessivo
- Cicatrizes, em casos de cicatrização anormal ou manipulação inadequada da pele em descamação
- Reativação de herpes (herpes simples) em quem tem histórico
- Infecção secundária da pele
- Dor intensa, bolhas ou áreas esbranquiçadas que não melhoram
- Vermelhidão que aumenta, com calor, inchaço ou pus (sinais de infecção)
- Feridas, crostas espessas ou aparecimento de lesões tipo herpes
- Manchas escuras ou claras persistentes após a descamação
Antes
- Seguir o preparo prévio orientado pelo dermatologista (clareadores e/ou ácidos suaves) nas semanas anteriores
- Suspender ácidos e retinoides nos dias que antecedem a sessão, conforme orientação
- Evitar exposição solar e bronzeamento antes do procedimento
- Informar histórico de herpes para eventual profilaxia antiviral
- Comparecer com a pele sem maquiagem e sem irritações ativas
Depois
- Usar protetor solar de amplo espectro e reaplicar ao longo do dia
- Hidratar a pele com frequência, conforme indicação médica
- Não retirar a pele em descamação nem esfregar a região
- Evitar maquiagem pesada e produtos irritantes até a pele se recuperar
- Reintroduzir ácidos e retinoides apenas após liberação do dermatologista
- Evitar calor intenso, sauna e suor excessivo nos primeiros dias
Faixa de preço
Valor médio de referência: R$ 450 por sessão
O que influencia o preço:
- Concentração e protocolo utilizado
- Número de sessões da série
- Experiência do dermatologista e estrutura da clínica
- Região e cidade onde é realizado
- Necessidade de associação com outros tratamentos
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.
Quem realiza
Profissionais: Médico dermatologista
Médico com registro ativo no CRM; a formação em Dermatologia é recomendada, com título de especialista reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Perguntas frequentes
O peeling pirúvico dói?
Durante a aplicação é comum sentir ardência, calor ou leve desconforto, geralmente bem tolerados. O médico pode usar ventilador para amenizar a sensação. Não costuma ser necessário anestésico.
Quantas sessões são necessárias?
Costuma ser feito em série de algumas sessões, com intervalo de 2 a 4 semanas. O número exato depende da indicação e da resposta da sua pele, e é definido pelo dermatologista na avaliação.
A pele descama muito?
Por ser de média profundidade, costuma causar descamação leve a moderada ao longo de 3 a 7 dias. A intensidade varia conforme a concentração e a sua pele. Não se deve puxar ou esfregar a pele que está descamando.
Quem tem pele morena ou negra pode fazer?
Pode, mas com cautela. Fototipos mais altos têm maior risco de manchas escuras após o peeling, por isso a indicação, a concentração e o preparo da pele precisam ser cuidadosamente avaliados pelo dermatologista, com fotoproteção rigorosa.
Posso fazer no verão?
É possível, mas exige fotoproteção rigorosa e evitar exposição solar antes e depois. Muitos profissionais preferem períodos de menor exposição ao sol para reduzir o risco de manchas. Converse com seu dermatologista sobre o melhor momento.
Referências
- Peeling químico — informações ao público — SBD, 2024
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
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