Cirúrgico

Gengivectomia

Também conhecido como: gengivectomia periodontal, remoção de bolsa gengival

A gengivectomia é uma cirurgia periodontal que remove o tecido gengival excessivo ou doente para eliminar bolsas periodontais e devolver à gengiva uma arquitetura mais saudável. É indicada principalmente por motivos de saúde periodontal e, em casos selecionados, com objetivo estético.

bolsa periodontalgengivitesorriso gengival
Ilustração de cirurgia de gengivectomia mostrando a remoção de excesso de tecido gengival ao redor dos dentes.
Sessões
1–3 sessões
Recuperação
7 dias
Resultado dura
Permanente
Faixa de preço
R$ 500–R$ 3.000 por sessão
Anestesia
local

Para que serve

Serve para retirar bolsas periodontais que acumulam placa e bactérias, facilitar a higiene, controlar a inflamação gengival e, quando há excesso de gengiva, recontornar a margem para um sorriso mais equilibrado. Não é um tratamento de clareamento nem substitui o controle da doença periodontal.

Como funciona

A gengivectomia atua sobre a parte mole que recobre os dentes: a gengiva. Quando a inflamação crônica ou o crescimento excessivo do tecido criam bolsas profundas entre a gengiva e o dente, esses espaços passam a acumular placa bacteriana e tártaro de difícil remoção pela escovação. A cirurgia retira a porção de gengiva que forma essa bolsa, reduzindo a profundidade do sulco e facilitando a limpeza diária.

O procedimento começa com anestesia local na região. Em seguida, o profissional marca a altura ideal da nova margem gengival e remove o excesso de tecido com bisturi convencional, eletrocautério ou laser, conforme o caso. A área é então recontornada para que a gengiva acompanhe o formato natural dos dentes.

Após a remoção, a superfície cicatriza por segunda intenção (sem suturas extensas, na maioria dos casos), formando um novo tecido mais firme e aderido. Em situações onde também é preciso ajustar osso ou o contorno fino, a gengivectomia pode ser combinada com gengivoplastia ou osteoplastia.

Vale lembrar que a gengivectomia trata a consequência (a bolsa e o excesso de tecido), mas o controle da doença periodontal depende de higiene adequada e acompanhamento. Sem isso, as bolsas podem se formar novamente.

Indicações

  • Bolsas periodontais supraósseas que persistem após raspagem e controle de placa
  • Aumento de volume gengival (hiperplasia) causado por inflamação ou por uso de certos medicamentos
  • Sorriso gengival por excesso de tecido mole, quando há indicação clínica adequada
  • Necessidade de aumento de coroa clínica para receber restaurações ou próteses
  • Dificuldade de higienização por contorno gengival irregular

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Doença periodontal ativa não controlada, com perda óssea importante (nesses casos indica-se outra abordagem primeiro)
  • Infecção aguda na área a ser operada

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Diabetes descompensado ou outras condições que prejudicam a cicatrização
  • Uso de anticoagulantes sem avaliação e ajuste prévio
  • Tabagismo intenso, que aumenta o risco de complicações e recidiva
  • Faixa de gengiva inserida insuficiente, situação em que outra técnica pode ser mais adequada
  • Gestação, preferindo-se adiar procedimentos eletivos

Não é bom candidato quem tem doença periodontal ativa não tratada, pouca gengiva inserida disponível ou expectativa de que a cirurgia, isoladamente, resolva problemas de cor ou alinhamento dos dentes. A avaliação periodontal presencial define se a gengivectomia é a melhor opção ou se outra técnica é preferível.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e planejamento · 30 minutos

    O periodontista examina a gengiva, mede a profundidade das bolsas, avalia radiografias e define a nova altura da margem gengival, garantindo que haja tecido suficiente e que o osso esteja em posição adequada.

  2. 2

    Anestesia e marcação · 10 minutos

    Aplica-se anestesia local na região. Com instrumento próprio, o profissional marca pontos que indicam a altura final pretendida da gengiva, servindo de guia para a remoção.

  3. 3

    Remoção do tecido excedente · 20 minutos

    O excesso de gengiva é removido com bisturi, eletrocautério ou laser, seguindo a marcação. A bolsa periodontal é eliminada e a superfície radicular pode ser raspada e alisada.

  4. 4

    Recontorno e proteção · 15 minutos

    A margem gengival é recontornada para acompanhar o formato dos dentes. Se necessário, aplica-se cimento cirúrgico para proteger a área, e são dadas as orientações de cuidados pós-operatórios.

Recuperação

Desconforto e sensibilidade nos primeiros dias, com cicatrização inicial da gengiva em cerca de uma a duas semanas. A maturação completa do tecido leva algumas semanas.

Afastamento do trabalho: Em geral não é necessário afastamento; a maioria retoma as atividades no dia seguinte, evitando esforço físico intenso nas primeiras 48 horas.

Cuidados e restrições:

  • Evitar alimentos duros, quentes, muito condimentados ou ácidos nos primeiros dias
  • Não fumar durante a cicatrização, pois prejudica o resultado
  • Higienizar a área com cuidado conforme orientação, evitando escovação agressiva sobre a ferida
  • Evitar esforço físico intenso nas primeiras 48 horas
  • Não remover o cimento cirúrgico por conta própria

Resultados

Início: O novo contorno gengival já é visível logo após a cirurgia, mas o aspecto final e a cor natural se estabelecem com a cicatrização ao longo de algumas semanas.

Expectativa realista: Quando bem indicada, a gengivectomia melhora a saúde gengival, facilita a higiene e harmoniza a margem da gengiva. O resultado é duradouro se a higiene e o acompanhamento forem mantidos; sem isso, bolsas e excessos podem retornar. Não altera a cor, o alinhamento nem o formato dos dentes.

O tecido removido não é recolocado. Em situações de recidiva da hiperplasia ou da doença periodontal, pode haver novo crescimento gengival, exigindo retratamento.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Dor e sensibilidade na região operada nos primeiros dias
  • Sangramento leve nas primeiras horas
  • Inchaço e desconforto ao mastigar
  • Sensibilidade dentária temporária ao frio, sobretudo se houver exposição radicular

Riscos mais raros e graves:

  • Infecção pós-operatória que pode exigir antibiótico e reavaliação
  • Sangramento prolongado, em especial em pacientes com distúrbios de coagulação ou em uso de anticoagulantes
  • Retração gengival excessiva com exposição de raiz e sensibilidade persistente
  • Cicatrização inadequada ou recidiva do excesso gengival exigindo nova intervenção
Procure atendimento se notar:
  • Sangramento que não cessa com compressão
  • Dor intensa e crescente após as primeiras 48 horas
  • Febre, secreção purulenta ou inchaço importante na região
  • Mau hálito persistente associado a dor, que pode indicar infecção

Antes

  • Realizar avaliação periodontal completa e controle prévio da placa bacteriana
  • Informar o profissional sobre medicamentos em uso, principalmente anticoagulantes
  • Comunicar doenças sistêmicas, como diabetes, e alergias
  • Suspender ou ajustar o tabagismo antes da cirurgia, conforme orientação
  • Seguir eventual profilaxia ou raspagem indicada antes do procedimento

Depois

  • Aplicar compressas frias na face nas primeiras horas para reduzir inchaço
  • Tomar analgésicos e demais medicamentos exatamente como prescrito
  • Manter alimentação macia e fria ou morna nos primeiros dias
  • Higienizar a boca com cuidado e usar enxaguante somente se indicado
  • Não fumar e evitar bebidas alcoólicas durante a cicatrização
  • Comparecer às consultas de retorno para avaliação da cicatrização

Faixa de preço

R$ 500–R$ 3.000 por sessão

Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →

Valor médio de referência: R$ 1.200 por sessão

O que influencia o preço:

  • Número de dentes e extensão da área tratada
  • Técnica utilizada (bisturi convencional, eletrocautério ou laser)
  • Necessidade de procedimentos associados, como osteoplastia ou gengivoplastia
  • Experiência do profissional e localização do consultório
  • Exames e planejamento prévios

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Dentista (cirurgião-dentista), Periodontista (especialista em periodontia)

Cirurgião-dentista com registro ativo no Conselho Regional de Odontologia (CRO). Para casos periodontais mais complexos, recomenda-se especialista em periodontia.

Por ser uma cirurgia, deve ser realizada por profissional habilitado, em ambiente adequado e com instrumentos regularizados. Exija sempre informações sobre o profissional e o material utilizado.

Perguntas frequentes

A gengivectomia dói?

Durante o procedimento a região fica anestesiada, então não se sente dor. Após o efeito da anestesia passar, é comum haver desconforto e sensibilidade por alguns dias, controlados com os analgésicos prescritos.

A gengiva volta a crescer depois da cirurgia?

O tecido removido não cresce de volta no formato anterior. Porém, se a inflamação não for controlada ou se houver fator causador, como certos medicamentos, pode ocorrer novo crescimento gengival, exigindo retratamento. Por isso a higiene e o acompanhamento são essenciais.

Qual a diferença entre gengivectomia e gengivoplastia?

A gengivectomia remove tecido gengival, geralmente associado a bolsas periodontais. A gengivoplastia foca no recontorno e na forma da gengiva, com finalidade mais estética. Muitas vezes as duas são realizadas no mesmo procedimento.

Quanto tempo leva para cicatrizar?

A cicatrização inicial costuma ocorrer em cerca de uma a duas semanas, com retomada das atividades normais já no dia seguinte na maioria dos casos. A maturação completa do tecido leva algumas semanas.

A gengivectomia clareia ou alinha os dentes?

Não. A gengivectomia atua apenas sobre a gengiva. Cor e alinhamento dos dentes dependem de outros procedimentos, como clareamento ou tratamento ortodôntico, que podem ser indicados separadamente.

Alternativas a considerar

Procedimentos com objetivos próximos a Gengivectomia. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

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