Cirúrgico

Blefaroplastia Inferior

A blefaroplastia inferior é a cirurgia plástica das pálpebras de baixo, que remove ou reposiciona o excesso de pele e a gordura responsável pelas bolsas sob os olhos. O objetivo é suavizar o aspecto de cansaço da região, sem alterar a identidade do olhar.

bolsas sob os olhosexcesso de pele na pálpebra inferiorolhar cansadoflacidez palpebral
Sessões
1
Recuperação
10 dias
Resultado dura
7–15 anos
Faixa de preço
R$ 6.000–R$ 18.000 por cirurgia
Anestesia
local

Para que serve

Indicada para quem tem bolsas de gordura, pele sobrando ou pequenas dobras na pálpebra inferior que dão aparência de cansaço. Não trata olheiras de pigmento nem rugas de expressão, que têm outras abordagens.

Como funciona

A pálpebra inferior envelhece de forma característica: a gordura que protege o globo ocular se projeta para frente, formando as chamadas bolsas, e a pele perde firmeza, criando dobras e o aspecto de olhar cansado. A blefaroplastia inferior corrige esses dois componentes de maneira individualizada, conforme a anatomia de cada pessoa.

Na técnica clássica (transcutânea), o cirurgião faz uma incisão fina logo abaixo dos cílios, acompanhando uma ruga natural da pele, o que deixa a cicatriz bastante discreta. Por essa via é possível tratar tanto a gordura quanto o excesso de pele. Já na abordagem transconjuntival, o acesso é feito por dentro da pálpebra, sem cicatriz externa, sendo mais indicada quando o problema é predominantemente de bolsas, com pouca sobra de pele.

A tendência atual evita a simples retirada de toda a gordura, que pode deixar a região cavada e envelhecida. Em muitos casos, parte da gordura é reposicionada para preencher o sulco entre a pálpebra e a bochecha (sulco lacrimal), favorecendo um resultado mais natural e duradouro.

Indicações

  • Bolsas de gordura visíveis sob os olhos que dão aparência de cansaço
  • Excesso de pele na pálpebra inferior com dobras ou flacidez
  • Sulco lacrimal acentuado associado a projeção de gordura
  • Aspecto de olhar envelhecido ou abatido que incomoda a pessoa
  • Pacientes com boa saúde geral e expectativas realistas

Contraindicações

Não é indicado em:
  • Doenças oculares não controladas, como glaucoma descompensado ou conjuntivite ativa
  • Distúrbios graves de coagulação sem controle médico
  • Infecção ativa na região dos olhos

Atenção / avaliar com o profissional:

  • Síndrome do olho seco importante, que pode piorar após a cirurgia
  • Hipertensão arterial ou diabetes não controlados
  • Tabagismo, que prejudica a cicatrização
  • Uso de anticoagulantes ou antiagregantes, que exige avaliação e ajuste
  • Frouxidão acentuada da pálpebra inferior, que pode exigir técnica complementar

Quem busca corrigir olheiras escuras de pigmento, rugas finas de expressão ou flacidez da bochecha não terá esses problemas resolvidos só com a blefaroplastia inferior. Pessoas com olho seco grave, expectativas irreais ou doenças sistêmicas descompensadas devem postergar ou rever a indicação com o médico.

Passo a passo: como é feito

  1. 1

    Avaliação e planejamento · 40 minutos

    Consulta com avaliação da pálpebra, do tônus muscular e da saúde ocular. O cirurgião define a técnica (transcutânea ou transconjuntival), conversa sobre expectativas e solicita exames pré-operatórios.

  2. 2

    Marcação e anestesia · 20 minutos

    No dia da cirurgia, são feitas as marcações na pele. Aplica-se anestesia local, geralmente associada a sedação, para conforto durante todo o procedimento.

  3. 3

    Acesso e tratamento da gordura · 30 minutos

    O cirurgião realiza a incisão (abaixo dos cílios ou por dentro da pálpebra) e trata as bolsas de gordura, removendo o excesso ou reposicionando-as para preencher o sulco lacrimal.

  4. 4

    Ajuste de pele e sutura · 30 minutos

    Quando necessário, retira-se de forma conservadora o excesso de pele e reforça-se o suporte da pálpebra. A incisão é fechada com pontos finos e curativos leves são aplicados.

  5. 5

    Recuperação imediata · 60 minutos

    Após a cirurgia, a pessoa fica em observação por um período curto. Orienta-se compressas frias e cuidados iniciais antes da alta no mesmo dia, na maioria dos casos.

Recuperação

Inchaço e roxos são esperados na primeira semana. Os pontos costumam ser retirados entre o 5º e o 7º dia, e a aparência social aceitável retorna por volta de 10 a 14 dias.

Afastamento do trabalho: Em geral de 7 a 14 dias, dependendo da profissão e da intensidade do inchaço. Atividades que exigem esforço visual podem precisar de mais alguns dias.

Cuidados e restrições:

  • Evitar esforço físico e exercícios por cerca de 3 a 4 semanas
  • Não abaixar a cabeça nem fazer esforço nos primeiros dias
  • Evitar exposição solar direta e usar óculos escuros e protetor solar
  • Não usar lentes de contato até liberação médica
  • Evitar maquiagem na região até a cicatrização inicial
  • Dormir com a cabeceira elevada para reduzir o inchaço

Resultados

Início: Uma melhora já é percebida quando o inchaço regride, em torno de 2 a 3 semanas, mas o resultado final se consolida após alguns meses.

Expectativa realista: A blefaroplastia inferior costuma deixar o olhar mais descansado e suavizar as bolsas de forma duradoura, muitas vezes por mais de uma década. Não interrompe o envelhecimento: a pele continua a envelhecer com o tempo. Não corrige olheiras de pigmento, rugas finas ou flacidez da bochecha, que podem exigir tratamentos complementares.

Riscos, efeitos e cuidados

Efeitos comuns (geralmente passageiros):

  • Inchaço (edema) e roxos (equimoses) ao redor dos olhos
  • Sensação de olho seco, ardência ou lacrimejamento temporários
  • Vermelhidão e leve desconforto na região operada
  • Visão temporariamente embaçada nos primeiros dias
  • Cicatriz inicialmente avermelhada, que costuma clarear com o tempo

Riscos mais raros e graves:

  • Retração ou eversão da pálpebra (ectrópio), com exposição da parte interna do olho
  • Assimetria entre os olhos que pode exigir retoque
  • Hematoma retrobulbar, complicação rara que pode ameaçar a visão e é uma emergência
  • Infecção da ferida operatória
  • Olho seco persistente ou dificuldade de fechar completamente as pálpebras
  • Alterações da visão, incluindo, muito raramente, perda visual
Procure atendimento se notar:
  • Dor intensa e súbita, especialmente atrás do olho
  • Perda ou piora rápida da visão
  • Sangramento que não para ou inchaço que aumenta de forma abrupta
  • Febre, secreção purulenta ou vermelhidão crescente (sinais de infecção)
  • Incapacidade de fechar a pálpebra ou exposição da córnea

Antes

  • Realizar avaliação oftalmológica e os exames pré-operatórios solicitados
  • Informar todos os medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes
  • Suspender, com orientação médica, substâncias que aumentam sangramento
  • Parar de fumar com antecedência para favorecer a cicatrização
  • Evitar bebidas alcoólicas nos dias que antecedem a cirurgia
  • Organizar acompanhante para o retorno para casa após o procedimento

Depois

  • Aplicar compressas frias nas primeiras 48 horas para reduzir o inchaço
  • Manter a cabeceira elevada, inclusive ao dormir
  • Usar os colírios e medicamentos exatamente como prescritos
  • Higienizar a região conforme orientação, sem esfregar
  • Proteger os olhos do sol com óculos escuros e usar protetor solar após liberação
  • Comparecer aos retornos e à retirada dos pontos
  • Evitar esforço físico e abaixar a cabeça nos primeiros dias

Faixa de preço

R$ 6.000–R$ 18.000 por cirurgia

Valor médio de referência: R$ 10.000 por cirurgia

O que influencia o preço:

  • Experiência e titulação do cirurgião
  • Técnica utilizada (transcutânea ou transconjuntival) e reposicionamento de gordura
  • Combinação com blefaroplastia superior ou outros procedimentos
  • Custos de centro cirúrgico, equipe e tipo de anestesia
  • Cidade e estrutura da clínica ou hospital

📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.

Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.

Quem realiza

Profissionais: Cirurgião plástico com registro no CRM e título de especialista, Oftalmologista com formação em cirurgia plástica ocular (oculoplástica)

Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM). Recomenda-se especialista com título reconhecido em Cirurgia Plástica (SBCP) ou em Oftalmologia com habilitação em oculoplástica.

A blefaroplastia é uma cirurgia e envolve riscos. Desconfie de promessas de resultado garantido e de valores muito abaixo do mercado. A avaliação oftalmológica prévia é importante para a segurança da visão.

Perguntas frequentes

A blefaroplastia inferior tira as olheiras?

Ela trata as bolsas de gordura e o excesso de pele que projetam sombra e dão aspecto cansado. Olheiras causadas por pigmento (mancha escura) ou por vasos não são resolvidas só com a cirurgia e podem exigir outros tratamentos, como cuidados dermatológicos.

A cicatriz fica visível?

Na técnica transcutânea, a incisão fica logo abaixo dos cílios, acompanhando uma dobra natural, e tende a ficar discreta com o tempo. Na técnica transconjuntival, o acesso é por dentro da pálpebra, sem cicatriz externa. A cicatrização varia de pessoa para pessoa.

Quanto tempo dura o resultado?

O resultado costuma ser duradouro, muitas vezes por mais de dez anos, porque a gordura tratada não volta a se acumular da mesma forma. Mas a pele continua envelhecendo naturalmente, e a aparência da região segue mudando com o passar dos anos.

É uma cirurgia dolorosa?

O procedimento é feito com anestesia, então não se sente dor durante a cirurgia. No pós-operatório, o mais comum é desconforto leve, sensação de aperto, inchaço e roxos, controlados com a medicação prescrita.

Quando posso voltar ao trabalho e à academia?

O retorno ao trabalho costuma ocorrer entre 7 e 14 dias, dependendo da profissão e do inchaço. Exercícios físicos e esforço só são liberados após cerca de 3 a 4 semanas, conforme avaliação do seu médico.

Referências

Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.

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