Otoplastia
A otoplastia é a cirurgia plástica das orelhas, mais conhecida pela correção das orelhas proeminentes (popularmente chamadas de orelha de abano). Ela reposiciona e remodela a cartilagem para aproximar as orelhas da cabeça e criar dobras mais naturais.
- Sessões
- 1–2 sessões
- Recuperação
- 10 dias
- Resultado dura
- Permanente
- Faixa de preço
- R$ 5.000–R$ 18.000 por cirurgia (ambas as orelhas)
- Anestesia
- local
Para que serve
Serve para corrigir orelhas proeminentes ou com dobras pouco definidas, deixando-as mais próximas da cabeça e com contorno mais harmonioso. Também pode tratar assimetrias e algumas deformidades do pavilhão auricular. É procedimento estético e, em muitos casos, tem forte componente de bem-estar emocional, especialmente em crianças e adolescentes que sofrem com o tema.
Como funciona
As orelhas têm seu formato definido principalmente pela cartilagem coberta por pele. Quando a dobra natural chamada anti-hélice não se forma bem, ou quando a concha (parte mais profunda da orelha) é muito projetada, a orelha fica afastada da cabeça, com o aspecto de orelha de abano. A otoplastia atua justamente nessa cartilagem.
A incisão costuma ser feita na parte de trás da orelha, no sulco atrás do pavilhão, o que ajuda a esconder a cicatriz. Por essa via, o cirurgião pode enfraquecer, dobrar e remodelar a cartilagem com pontos especiais (técnicas de sutura) e, quando necessário, remover pequenas porções de cartilagem ou pele para criar a dobra ausente e aproximar a orelha da cabeça.
O objetivo não é deixar as duas orelhas perfeitamente idênticas, mas torná-las mais simétricas e com aspecto natural, respeitando a anatomia de cada pessoa. Em crianças, costuma-se aguardar que a orelha esteja praticamente com o tamanho adulto, geralmente a partir dos 6 ou 7 anos, idade em que a cartilagem já tem estabilidade suficiente.
O resultado depende da técnica, da anatomia individual e da cicatrização de cada pessoa. Por trabalhar com cartilagem, que tem certa memória elástica, existe a possibilidade de acomodação parcial ao longo do tempo. A avaliação médica presencial é o que define o que é possível e seguro no seu caso, sem garantia de um resultado idêntico ao de outras pessoas.
Indicações
- Orelhas proeminentes (orelha de abano), uni ou bilaterais
- Ausência ou pouca definição da dobra natural da orelha (anti-hélice)
- Concha auricular muito profunda ou projetada
- Assimetria perceptível entre as orelhas
- Algumas deformidades do pavilhão auricular passíveis de correção cirúrgica
- Desconforto emocional ou impacto na autoestima relacionado ao formato das orelhas
Contraindicações
- Infecção ativa na orelha ou na pele ao redor (ex.: pericondrite, dermatite infectada)
- Distúrbios de coagulação não controlados
- Expectativas irreais sobre o resultado, como exigir orelhas perfeitamente idênticas
Atenção / avaliar com o profissional:
- Tendência a cicatriz hipertrófica ou queloide, especialmente atrás da orelha
- Diabetes ou hipertensão não controlados
- Tabagismo ativo, que prejudica a cicatrização e a circulação da cartilagem
- Uso de anticoagulantes ou antiagregantes que não possam ser suspensos com segurança
- Cartilagem ainda imatura em crianças muito pequenas (recomenda-se aguardar a idade adequada)
- Gestação e amamentação
Não é boa indicação para quem tem infecção ativa na orelha, para quem busca orelhas perfeitamente simétricas e idênticas, ou para quem tem forte tendência a queloide sem que isso seja discutido e planejado com o cirurgião. Em crianças muito pequenas, costuma-se aguardar a maturação da cartilagem. A decisão deve sempre partir de avaliação médica individual.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação e planejamento · 20 minutos
O cirurgião examina o formato, a projeção e a simetria das orelhas, define a técnica e marca os pontos de remodelagem. Em crianças, avalia-se a idade e a maturidade da cartilagem.
- 2
Anestesia e antissepsia · 15 minutos
Em adultos, costuma-se usar anestesia local, muitas vezes com sedação leve. Em crianças, é frequente a anestesia geral. A região é higienizada e preparada de forma estéril.
- 3
Incisão e acesso à cartilagem · 20 minutos
A incisão é feita geralmente atrás da orelha, no sulco natural, para disfarçar a cicatriz. Por essa via, o cirurgião acessa a cartilagem a ser remodelada.
- 4
Remodelagem e reposicionamento · 40 minutos
A cartilagem é dobrada e fixada com pontos especiais para recriar a dobra ausente e reduzir a projeção, aproximando a orelha da cabeça. Quando necessário, pequenas porções de cartilagem ou pele são removidas.
- 5
Sutura e curativo · 15 minutos
A incisão é fechada com pontos delicados e aplica-se um curativo do tipo enfaixamento, que ajuda a proteger e a moldar as orelhas nos primeiros dias.
Recuperação
Um curativo ou faixa protetora costuma ser mantido nos primeiros dias. Os pontos, quando não absorvíveis, são retirados por volta do 7º ao 10º dia. Inchaço, dormência e desconforto leve são comuns na primeira semana.
Afastamento do trabalho: A maioria das pessoas retorna ao trabalho ou à escola em cerca de 5 a 10 dias, conforme o conforto e a atividade. Crianças costumam voltar à escola após a fase inicial do curativo, evitando brincadeiras de risco.
Cuidados e restrições:
- Usar a faixa protetora pelo tempo orientado, inclusive para dormir nas primeiras semanas
- Evitar dormir de lado sobre as orelhas nos primeiros dias
- Evitar esforço físico e exercícios intensos por cerca de 3 a 4 semanas
- Evitar esportes de contato e situações com risco de trauma na orelha por algumas semanas
- Não molhar o curativo até liberação médica e proteger as orelhas no banho
- Evitar exposição solar direta sobre a região e proteger a cicatriz após a cura inicial
- Em crianças, supervisionar para evitar coçar ou puxar as orelhas
Resultados
Início: A nova posição das orelhas já é percebida logo após a retirada do curativo, mas o aspecto final, mais natural, aparece quando o inchaço diminui e a cicatriz amadurece, geralmente ao longo de alguns meses.
O remodelamento da cartilagem é definitivo e não tem como ser simplesmente desfeito. Por ser cartilagem, com certa memória elástica, pode haver acomodação parcial ao longo do tempo; eventuais ajustes exigem nova cirurgia.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Inchaço (edema) e desconforto nas orelhas nos primeiros dias
- Roxos (equimoses) na região
- Dormência ou alteração temporária da sensibilidade da orelha
- Sensação de aperto pela faixa protetora
- Cicatriz atrás da orelha, geralmente discreta e bem disfarçada
- Coceira durante a cicatrização
Riscos mais raros e graves:
- Hematoma que pode exigir drenagem
- Infecção da ferida ou pericondrite (infecção da cartilagem), potencialmente grave
- Cicatriz hipertrófica ou queloide, sobretudo em pessoas predispostas
- Assimetria perceptível entre as orelhas, que pode necessitar de revisão
- Recidiva parcial da projeção (a orelha voltar a se afastar)
- Extrusão ou reação aos pontos de fixação da cartilagem
- Necrose de cartilagem ou pele em situações raras, mais associada a infecção, tabagismo ou hematoma não tratado
- Alteração persistente da sensibilidade da orelha
- Dor intensa e progressiva, especialmente de um lado só, que não cede com analgésico
- Inchaço importante e abrupto de uma orelha, com calor e vermelhidão
- Sangramento que encharca o curativo e não para
- Sinais de infecção: vermelhidão crescente, calor, pus ou febre
- Mau cheiro ou secreção na ferida
- Mudança de cor da orelha (muito pálida ou arroxeada)
Antes
- Realizar avaliação médica e exames pré-operatórios solicitados
- Informar todos os medicamentos em uso, incluindo anticoagulantes e suplementos
- Suspender, sob orientação médica, substâncias que aumentam o sangramento
- Parar de fumar com antecedência para favorecer a cicatrização
- Informar histórico de queloide ou cicatrização ruim
- Higienizar bem a região e os cabelos conforme orientação
- Organizar acompanhante para o dia do procedimento, especialmente em crianças
Depois
- Usar a faixa ou curativo protetor pelo tempo orientado
- Manter a região limpa e seca, conforme a orientação de cuidados com a ferida
- Tomar a medicação prescrita para dor e, quando indicado, antibiótico
- Evitar dormir sobre as orelhas e evitar traumas na região
- Evitar esforço físico, esportes de contato e sol direto até liberação
- Comparecer às consultas de revisão e à retirada de pontos, se necessário
- Proteger a cicatriz do sol após a cura inicial e observar sinais de alerta
Faixa de preço
Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →
Valor médio de referência: R$ 9.000 por cirurgia (ambas as orelhas)
O que influencia o preço:
- Experiência e titulação do cirurgião
- Estrutura do hospital ou centro cirúrgico
- Tipo de anestesia e honorários da equipe (anestesista)
- Correção de uma ou das duas orelhas
- Complexidade do caso e técnica empregada
- Cidade e região do país
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.
Quem realiza
Profissionais: Cirurgião plástico com título de especialista, Otorrinolaringologista com formação em cirurgia do pavilhão auricular
Médico com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e título de especialista reconhecido (Cirurgia Plástica pela SBCP ou Otorrinolaringologia), conforme a área de atuação.
Perguntas frequentes
A partir de que idade a criança pode fazer otoplastia?
Costuma-se aguardar que a orelha esteja praticamente com o tamanho adulto e a cartilagem mais estável, geralmente a partir dos 6 ou 7 anos. A decisão deve considerar a maturidade da cartilagem, o desejo da criança e a avaliação médica individual.
A cicatriz da otoplastia fica visível?
A incisão costuma ser feita atrás da orelha, no sulco natural, o que ajuda a esconder a cicatriz. Em geral ela fica discreta, mas a cicatrização varia de pessoa para pessoa, e quem tem tendência a queloide deve conversar sobre isso com o cirurgião.
As orelhas podem voltar a ficar de abano depois da cirurgia?
O resultado tende a ser duradouro, mas como se trabalha com cartilagem, que tem certa memória elástica, pode haver acomodação parcial ao longo do tempo. Seguir os cuidados pós-operatórios, como o uso da faixa, ajuda a manter o resultado.
É uma cirurgia dolorida?
A anestesia evita dor durante o procedimento. No pós-operatório, costuma haver mais desconforto, sensação de aperto pela faixa e inchaço do que dor intensa, controlados com a medicação prescrita.
Preciso usar faixa depois da otoplastia?
Sim, é comum usar uma faixa ou curativo protetor por alguns dias o tempo todo e, depois, principalmente para dormir, por algumas semanas. Ela protege as orelhas de traumas e ajuda a manter a nova posição enquanto cicatriza.
Alternativas a considerar
Procedimentos com objetivos próximos a Otoplastia. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.
- Rinoplastia Cirúrgico
Quando o incômodo principal é com a harmonia do rosto como um todo, a avaliação pode incluir outros procedimentos faciais, como a rinoplastia, conforme a queixa de cada pessoa.
Comparar Otoplastia vs Rinoplastia →
Referências
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
Profissionais em São José do Rio Preto
Ver todos →Clínica Baraldo: Otorrino em São José do Rio Preto
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