Reconstrução Mamária
Também conhecido como: mamoplastia reparadora, reconstrução de mama
A reconstrução mamária é a cirurgia plástica reparadora que recria o formato da mama após a retirada total ou parcial do tecido mamário, geralmente por câncer (mastectomia) ou trauma. Pode usar implante de silicone, retalhos do próprio corpo (tecido muscular, pele e gordura) ou enxerto de gordura, em uma ou várias etapas.
- Sessões
- 2–3 sessões
- Recuperação
- 6 semanas
- Resultado dura
- Permanente
- Faixa de preço
- R$ 12.000–R$ 60.000 por procedimento (etapa principal)
- Anestesia
- geral
Para que serve
Serve para restaurar o volume e o contorno da mama removida, devolver simetria corporal e apoiar a recuperação física e emocional após o tratamento do câncer de mama ou após trauma, sem objetivo estético puramente cosmético.
Como funciona
A reconstrução mamária pode ser feita ao mesmo tempo da mastectomia (reconstrução imediata) ou meses a anos depois (reconstrução tardia), dependendo do plano oncológico, da necessidade de radioterapia e das condições da paciente. A escolha da técnica é individualizada, discutida entre cirurgião plástico, equipe de mastologia e a paciente.
Nas técnicas com implante, o cirurgião posiciona uma prótese de silicone ou, em duas etapas, um expansor de tecido que é gradualmente preenchido com soro ao longo de semanas para criar espaço, seguido pela troca por implante definitivo. Nas técnicas com retalho autólogo, transfere-se um bloco de pele, gordura e às vezes músculo de outra região do corpo — como abdômen (retalho TRAM ou DIEP) ou dorso (retalho do grande dorsal) — para reconstruir a mama com o próprio tecido da paciente.
O enxerto de gordura (lipoenxertia) pode ser usado de forma complementar para refinar contornos e corrigir pequenas irregularidades. A reconstrução do complexo aréolo-mamilar, quando desejada, costuma ser feita em etapa posterior, com retalhos locais e tatuagem (micropigmentação) para a cor.
Indicações
- Mulheres submetidas a mastectomia total ou parcial por câncer de mama
- Pacientes com mastectomia profilática por alto risco genético (ex.: mutação BRCA)
- Reconstrução após trauma, queimadura ou perda tecidual da mama
- Correção de assimetria importante decorrente de tratamento oncológico prévio
- Pacientes que desejam reconstrução imediata ou tardia e estão clinicamente aptas à cirurgia
Contraindicações
- Doença oncológica em atividade que contraindique a cirurgia segundo a equipe de mastologia
- Condições clínicas descompensadas que tornem o risco anestésico-cirúrgico proibitivo
- Infecção ativa no local cirúrgico
Atenção / avaliar com o profissional:
- Tabagismo ativo (aumenta risco de necrose de retalho e má cicatrização)
- Obesidade ou diabetes mal controlado
- Radioterapia prévia ou planejada, que pode favorecer escolha por retalho autólogo em vez de implante
- Doenças autoimunes ou distúrbios de coagulação não controlados
Não é boa candidata a paciente com câncer em atividade sem liberação oncológica, com risco anestésico elevado por doença descompensada, ou que não possa interromper o tabagismo no perioperatório; nesses casos a reconstrução pode ser adiada ou a técnica adaptada.
Passo a passo: como é feito
- 1
Avaliação e planejamento multidisciplinar · 60 minutos
Consulta com cirurgião plástico e equipe de mastologia para definir a técnica (implante, expansor, retalho autólogo ou combinação), o momento (imediata ou tardia) e revisar exames, riscos e expectativas.
- 2
Preparo e anestesia · 45 minutos
No dia da cirurgia, é feita a demarcação na pele, internação e indução de anestesia geral, com monitorização e cuidados perioperatórios.
- 3
Reconstrução do volume mamário · 3 horas
Conforme a técnica escolhida, posiciona-se o implante ou expansor, ou realiza-se a dissecção e transferência do retalho de tecido próprio para recriar o monte mamário, com atenção à vascularização.
- 4
Modelagem, drenos e fechamento · 45 minutos
O cirurgião ajusta o contorno, posiciona drenos quando necessário, sutura por planos e aplica curativo e, em geral, sutiã cirúrgico ou faixa de contenção.
- 5
Etapas complementares (quando indicadas) · 90 minutos
Em meses seguintes podem ser feitas troca de expansor por prótese, lipoenxertia de refinamento, simetrização da mama oposta e reconstrução de aréola e mamilo com retalho local e micropigmentação.
Recuperação
Retorno gradual às atividades em algumas semanas; recuperação completa, sobretudo em retalhos, pode levar de 6 a 8 semanas ou mais.
Afastamento do trabalho: Em geral de 2 a 6 semanas, dependendo da técnica e do tipo de trabalho; retalhos autólogos costumam exigir afastamento maior que técnicas com implante.
Cuidados e restrições:
- Evitar esforço físico, levantar peso e atividades de impacto por algumas semanas
- Cuidados com os drenos e curativos conforme orientação da equipe
- Uso de sutiã cirúrgico ou faixa de contenção pelo período indicado
- Evitar dirigir enquanto houver dor, drenos ou uso de medicação que comprometa os reflexos
- Não fumar durante toda a recuperação
Resultados
Início: O contorno reconstruído já é visível após a cirurgia, mas o resultado se acomoda com a redução do edema e a cicatrização ao longo de semanas a meses; em reconstruções por etapas, o aspecto final depende da conclusão de todas as fases.
Riscos, efeitos e cuidados
Efeitos comuns (geralmente passageiros):
- Dor, inchaço e hematomas nas primeiras semanas
- Cicatrizes nas mamas e, em retalhos, também na área doadora
- Redução ou alteração da sensibilidade da mama e do mamilo
- Assimetria residual entre as mamas
Riscos mais raros e graves:
- Infecção que pode exigir antibióticos ou remoção do implante
- Necrose parcial ou total de retalho ou de pele
- Contractura capsular ao redor do implante
- Ruptura ou deslocamento do implante
- Trombose venosa, embolia e complicações anestésicas
- Falha do retalho com necessidade de nova cirurgia
- Febre, vermelhidão intensa, calor ou saída de secreção purulenta na ferida
- Dor súbita e crescente ou inchaço assimétrico importante
- Mudança de cor (palidez ou escurecimento) da pele do retalho ou da mama
- Sangramento ativo ou abertura dos pontos
- Falta de ar, dor torácica ou dor e inchaço em uma das pernas
Antes
- Realizar avaliação pré-operatória e exames solicitados pela equipe
- Interromper o tabagismo com antecedência recomendada pelo cirurgião
- Ajustar ou suspender medicamentos e suplementos conforme orientação médica
- Alinhar o plano com a equipe de oncologia/mastologia
- Organizar acompanhante e apoio para o período de recuperação
Depois
- Seguir cuidados com curativos, drenos e higiene da ferida
- Usar o sutiã cirúrgico ou a faixa pelo tempo indicado
- Tomar as medicações prescritas e comparecer aos retornos
- Respeitar as restrições de esforço e movimentos dos braços
- Não fumar e manter hidratação e alimentação adequadas
- Procurar a equipe imediatamente diante de sinais de alerta
Faixa de preço
Guia completo: quanto custa e o que influencia o preço →
Valor médio de referência: R$ 25.000 por procedimento (etapa principal)
O que influencia o preço:
- Técnica utilizada (implante x retalho autólogo, que costuma ser mais complexo e caro)
- Número de etapas cirúrgicas necessárias
- Custos hospitalares, de equipe e de materiais (implante/expansor)
- Experiência do cirurgião e cidade/região
- Necessidade de simetrização e reconstrução de aréola/mamilo
📍 Em São José do Rio Preto tende a ficar abaixo dos valores de capital. Quando vinculada ao tratamento de câncer de mama, a reconstrução é direito assegurado por lei no SUS e deve ser coberta também por planos de saúde.
Faixa informativa de mercado; não é oferta. Valor final depende de avaliação presencial.
Quem realiza
Profissionais: Cirurgião plástico, Cirurgião plástico com atuação em reconstrução mamária, em conjunto com equipe de mastologia
Médico com registro ativo no CRM e, idealmente, título de especialista em Cirurgia Plástica reconhecido pela SBCP/AMB.
Perguntas frequentes
A reconstrução mamária pode ser feita junto com a retirada da mama?
Sim. Quando há indicação e condições clínicas e oncológicas, a reconstrução imediata é feita no mesmo ato da mastectomia. Em outros casos, opta-se pela reconstrução tardia, meses ou anos depois, conforme o plano de tratamento e a necessidade de radioterapia.
Qual a diferença entre reconstrução com implante e com tecido do próprio corpo?
Na reconstrução com implante usa-se prótese de silicone (às vezes precedida de expansor). Na reconstrução com retalho autólogo, transfere-se pele, gordura e às vezes músculo do abdômen ou do dorso. Cada técnica tem vantagens, riscos e tempo de recuperação diferentes, e a escolha é individualizada com o cirurgião.
A mama reconstruída fica igual à natural?
Não exatamente. A reconstrução busca volume, contorno e simetria, mas costuma haver redução de sensibilidade e cicatrizes. O resultado é muito satisfatório para a maioria das pacientes, sem promessa de aparência idêntica à mama original.
O plano de saúde e o SUS cobrem a reconstrução mamária?
Quando relacionada ao tratamento do câncer de mama, a reconstrução é direito assegurado por lei no SUS e deve ser coberta pelos planos de saúde, incluindo a simetrização da mama oposta. Confirme detalhes e prazos com sua operadora e equipe.
Alternativas a considerar
Procedimentos com objetivos próximos a Reconstrução Mamária. A indicação certa depende da sua queixa e da avaliação de um profissional habilitado.
- Mamoplastia de Aumento Cirúrgico
Quando o objetivo é aumento estético da mama em paciente sem mastectomia, e não reconstrução reparadora.
Comparar Reconstrução Mamária vs Mamoplastia de Aumento → - Mastopexia Cirúrgico
Para correção de flacidez e reposicionamento da mama natural, sem perda do tecido mamário por câncer ou trauma.
Comparar Reconstrução Mamária vs Mastopexia →
Referências
Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Não promete resultados.
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